Russos se dizem orgulhosos da campanha na Copa

A Rússia perdeu e deixou a competição, mas o sentimento de frustração pela derrota logo foi substituído pelo de orgulho com o desempenho da seleção anfitriã da Copa do Mundo de 2018

Russos se dizem orgulhosos da campanha na Copa
Russos se dizem orgulhosos da campanha na Copa


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Agência Brasil – A Rússia perdeu e deixou a competição, mas o sentimento de frustração pela derrota logo foi substituído pelo de orgulho com o desempenho da seleção anfitriã da Copa do Mundo de 2018.

A historiadora Helena Serebrykva, de 28 anos, mora no Brasil há cinco e acredita que a Rússia provou que tinha condições de continuar na competição, apesar de ter sido eliminada. Para a russa, o saldo da Copa para o país é positivo.

"A Copa abriu a Rússia para o mundo e fez as pessoas conhecerem muito mais o país. Os brasileiros hoje sabem muitas coisas sobre a Rússia que eles não sabiam antes", disse ela, que avalia que o último jogo foi bem jogado pelos russos. "A Rússia foi muito bem e defendeu até o último minuto. Foi legal".

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Apesar de o esporte preferido dos russos ser o hóquei, a historiadora acredita que o futebol é outra paixão que cresce no país. "Não somos conhecidos como um país de futebol, mas também amamos esse esporte".

Nervosismo
Se os 90 minutos de jogo contra a Croácia fizeram os russos levantarem das cadeiras poucas vezes, os minutos finais da prorrogação foram acompanhados com tensão depois que a Rússia conseguiu novamente empatar o jogo e levar a decisão para os pênaltis.

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Para os russos, era mais um teste de resistência: a disputa contra a Croácia era a segunda seguida definida nos pênaltis, e a ansiedade se espalhou pelo bar na orla carioca.

A guia de turismo Tatiana Elfimova, de 68 anos, está no Brasil há 25 e conta que não esperava que a Rússia fosse chegar tão longe na competição. Ela disse estar orgulhosa de seu país, porque os jogadores não se entregarem em nenhum momento do campeonato.

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"Mesmo perdendo, eles são heróis. Nós sofremos e queríamos que eles ganhassem, mas fazer o que? Jogo é jogo", disse ela, que acredita que a vitória de goleada na estreia da Copa, contra a Arábia Saudita, valeu o mundial. "Dane-se o resto. Ganhar o primeiro jogo de 5 a 0 já valeu tudo".

A brasileira Isabel Guidão, de 42 anos, levou o marido para torcer no Belmonte. Professora de russo e apaixonada pela literatura do país, ela conta que, com a eliminação do Brasil, estava torcendo para que os donos da casa fossem o mais longe possível.

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"Agora a Copa acabou, fiquei triste. Quando o Brasil perdeu ontem, eu ainda tinha o entusiasmo de torcer pela Rússia", disse. "Acho linda a história e principalmente a literatura da Rússia. Dostoiévski, Tolstói. Foi isso que me encantou".

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