Rincón vendeu carros a braço direito de Cachoeira
Marido da diretora da OJC no Tocantins, Fátima Roriz, o empresário tem como sócios o presidente da Agetop, Jayme Rincón (foto), e Manoel Carlos Hermano Balduíno. Empresa recebeu R$ 600 mil de Cachoeira
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247 – O empresário Maurício Roriz, casado com a diretora da Organização Jaime Câmara no Tocantins, Fátima Roriz, é um dos donos da Rental Frota Distribuição e Logística, que recebeu R$ 600 mil do grupo do contraventor Carlinhos Cachoeira. A empresa alega que o dinheiro seria resultado da venda de 28 veículos ao braço direito de Cachoeira, Wladmir Garcêz, preso na Operação Monte Carlo. A informação é do portal CT, do Tocantins.
Os donos da Rental são Maurício Roriz, Jayme Rincón e Manoel Carlos Hermano Balduíno. A empresa tem capital social de R$ 3 milhões - R$ 1 milhão de cada sócio.
Confira abaixo parte da reportagem do Portal CT. Na íntegra, aqui.
Maurício Roriz é um dos donos da Rental, que teria recebido R$ 600 mil do grupo de Cachoeira; sócio dele vai depor na CPMI
Empresa confirma depósitos, mas diz que são resultado da venda de 28 veículos a operador político do contraventor, também preso durante a Operação Monte Carlo
Cleber Toledo
Da Redação
O empresário Maurício Roriz é um dos donos da Rental Frota Distribuição e Logística, empresa de locação de veículos que teria recebido R$ 600 mil do grupo ligado ao contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em meados de 2011. Conforme interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal, na Operação Monte Carlo, o dinheiro teria sido depositado pelo grupo do contraventor em três parcelas nos dias 29 de julho, 1º e 2 de agosto de 2011. Maurício Roriz é marido da diretora da Organização Jaime Câmara no Tocantins, Fátima Roriz.
A Rental confirmou no dia 12 ao jornal O Popular, de Goiânia, os repasses. O recebimento ocorreu em três parcelas de R$ 200 mil. Contudo, a empresa alega que o dinheiro seria resultado da venda de 28 veículos ao ex-vereador de Goiânia Wladmir Garcêz, operador político do grupo de Cachoeira e também preso durante a Operação Monte Carlo.
Conforme as interceptações telefônicas da PF, o dinheiro pode ter sido conseguido junto a Cachoeira por um sócio ilustre de Roriz, o presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop), Jayme Rincón, através de Wladmir Garcêz. Rincón teve requerimento de sua convocação aprovada na quinta-feira, 17, e terá que depor na CPMI do Cachoeira no Congresso Nacional.
Segundo O Popular, Rincón negou, em nota, o recebimento de dinheiro do grupo de Cachoeira. "Eu nunca recebi um centavo do sr. Wladmir Garcêz e muito menos do sr. Cachoeira, pessoa que vi apenas duas vezes em minha vida", afirmou o presidente da agência em nota.
Já um terceiro sócio da empresa de Maurício Roriz, Manoel Carlos Hermano Balduíno, afirmou a O Popular, via e-mail, que "os depósitos se devem à venda de 28 veículos usados que a Rental fez ao sr. Wladmir, em 7 de junho de 2011, no valor total de R$ 600 mil, com prazo de 45 dias para pagamento, conforme contrato de compra e venda".
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