Réus do mensalão mantêm atividade política em MG
Anderson Adauto (PMDB), Romeu Queiros (PSB) e João Magno (PT), do chamado núcleo político do esquema, ainda têm participação ativa na política mineira. Os três estão com o discurso afiado: “Estamos confiantes na absolvição”
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Minas 247 – Do núcleo político do chamado mensalão, três réus ainda exercem atuação destacada no cenário político em Minas. Anderson Adauto (PMDB), ex-ministro dos Transportes, hoje é prefeito de Uberaba, no Triângulo Mineiro. Romeu Queiros (PSB), ex-deputado federal, hoje é suplente de deputado e João Magno, também ex-deputado federal, trabalha como consultor político. Todos são otimistas e esperam absolvição no julgamento que começa no Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 02 de agosto.
Confira a matéria do jornalista Lucas Pavanelli, do jornal O Tempo
Do chamado núcleo político do mensalão, três dos 16 réus tinham ou ainda têm atuação destacada na política mineira. Na época da suposta execução do esquema, um deles ocupava o primeiro escalão do governo federal, o então ministro dos Transportes Anderson Adauto (PMDB) - que hoje é prefeito de Uberaba - e os outros dois eram deputados federais: Romeu Queiroz (PSB), que é suplente de deputado em Minas, e João Magno (PT), que atua hoje como consultor.
Sobre o julgamento, que começa no próximo dia 2, pelo menos no discurso, eles dizem ter expectativa positiva. Adauto é o trigésimo sétimo nome citado no relatório do ministro Joaquim Barbosa. Mesmo sendo acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro, é esperado um resultado o "melhor possível", segundo o advogado do prefeito, Roberto Pagliuso. "Em razão das provas produzidas, estamos confiantes na absolvição", disse.
O relatório destaca que o peemedebista teria "participado do oferecimento ou promessa de vantagem indevida a parlamentares federais, para motivá-los a votar a favor de projetos de interesse do governo federal".
Segundo Pagliuso, o dinheiro recebido era para pagar dívidas de campanha. "Havia um compromisso do PT em ajudar na campanha de quem participou da coligação. Anderson buscou junto a Delúbio Soares os recursos", relatou.
Queiroz também questiona a existência das mesadas a parlamentares, mas assume que houve formação de caixa 2. "Houve caixa 2 para muita gente. Em toda campanha, de vereador a presidente da República, existe caixa 2", confirmou.
Acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, ele teria recebido R$ 100 mil, retido parte do recurso e ocultado sua origem. Ele alega que a verba era para pagar dívidas de campanha de candidatos a prefeito do PTB, em 2004.
"Os recursos foram doados pela Usiminas, ou seja, não são públicos, e chegaram aos candidatos. Existem provas de que não chegaram a mim, chegaram aos candidatos por transferência eletrônica", disse.
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