Resto de lixo dos EUA é incinerado em Pernambuco

Desta vez, parte da carga apreendida em outubro de 2011 nos depsitos da empresa Na Intimidade, de Santa Cruz do Capibaribe, Agreste de Pernambuco, deve ser destrudo no Recife. Empresa, que levou multa de R$ 6 milhes do Ibama, quer processar o emissor da carga nos Estados Unidos

Resto de lixo dos EUA é incinerado em Pernambuco
Resto de lixo dos EUA é incinerado em Pernambuco (Foto: Andréa Rêgo Barros/247)


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PE247 – A pendenga do lixo hospitalar, que teria sido importado dos Estados Unidos como matéria-prima para o setor de confecção do Agreste de Pernambuco, em outubro do ano passado, continua. Depois do atraso do envio da carga que deveria ser devolvida aos EUA, parte do material apreendido com as investigações vai ser incinerado, nesta quarta-feira (26), em solo pernambucano. A determinação foi da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa). O órgão estadual se baseou no parecer do Instituto Nacional de Criminalística (INC), que detectou a presença de material biológico, inclusive sangue humano nos tecidos que estavam armazenados nos três depósitos da empresa Na Intimidade, em Santa Cruz do Capibaribe.

A incineração do lixo será realizada às 9h, nesta quarta (26), pela empresa Serquip no bairro da Guabiraba, Zona Norte do Recife. A destruição do lixo apreendido em Santa Cruz do Capibaribe acontece quatro dias depois da devolução dos dois contêineres que estavam no Porto de Suape para os EUA. Porém, é bom destacar que a incineração não será de todas as 50 toneladas. A Apevisa informou que o material não foi totalmente recolhido. A entidade garantiu que, até agora, cerca de 30 toneladas foram levadas para um depósito próprio em Agrestina, no Agreste de Pernambuco.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já notificou a empresa Na Intimidade para o pagamento de uma multa de R$ 6 milhões. O Ibama informou que a penalidade se deve aos danos causados ao meio ambiente pelo material irregular, classificado como potencialmente infectante pela legislação sanitária brasileira.

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Apesar da notificação, a empresa desconhece afirma desconhecer a importação irregular do lixo hospitalar e promete processar por danos morais a Texport, companhia responsável pela remessa da carga nos EUA. O advogado da Na Intimidade Gilberto Lima informou, porém, que a incineração traz um problema de “queima de arquivo”, caso o grupo americano exija uma nova perícia.

“Se a incineração for consumada na rapidez que se anuncia, isso, na prática, poderá consistir na ‘compra dos tecidos pelo Estado de Pernambuco’, que poderá assumir a condição de causador do dano e vir a responder por perdas e danos, se não restar alternativa judicial de reclamar o ressarcimento contra a exportadora”, acrescentou em nota o advogado.

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