Relator iguala situação de Lereia à de Demóstenes
Para Odair Cunha (PT-MG), as investigações e o depoimento de terça-feira deixaram evidentes os vínculos pessoais, patrimoniais e financeiros entre Leréia e Carlinhos Cachoeira, preso desde fevereiro por suspeita de corrupção e exploração de jogos ilegais: “A relação deles é comprometedora, e o Conselho de Ética da Câmara vai ter que investigar”; reunião de líderes debate prorrogação da CPMI na semana que vem
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Agância Senado_ Encerrada a reunião em que foi ouvido o deputado federal Carlos Leréia (PSDB-GO), o relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), disse considerar a situação do parlamentar semelhante à do ex-senador Demóstenes Torres.
Para Odair, as investigações e o depoimento desta terça-feira (9) deixaram evidentes os vínculos pessoais, patrimoniais e financeiros entre Leréia e Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso desde fevereiro por suspeita de corrupção e exploração de jogos ilegais. “A relação deles é comprometedora, e o Conselho de Ética da Câmara vai ter que investigar”, afirmou.
Demóstenes Torres perdeu o mandato em julho passado, depois de responder processo no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, sob acusação de favorecimento ao contraventor goiano.
Para o vice-presidente da CPI, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), a relação entre Leréia e Cachoeira não é algo recomendável sob o ponto de vista do decoro parlamentar. Ele disse, porém, que preferia aguardar a avaliação do relator para se pronunciar.
O deputado Carlos Leréia deixou a reunião rapidamente sem conversar com os jornalistas e se limitou a dizer que sua relação com Cachoeira é pessoal e não tem nada de comprometedora.
Prorrogação
A possibilidade de prorrogação dos trabalhos da CPI será debatida em reunião de líderes na próxima terça-feira (16). O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) comunicou no início da reunião da terça (9) que já iniciou a coleta de assinaturas para apresentação de um requerimento com esse objetivo. Para o parlamentar, é preciso continuar as atividades, diante da existência de mais de 500 requerimentos para serem apreciados.
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) concordou com o colega e negou a existência de acordo para finalizar os trabalhos. “Seria uma afronta. Não concordamos com o encerramento desta comissão sem avançar no essencial: o monumental desvio de dinheiro público”, afirmou. O parlamentar voltou a pedir a quebra de sigilo bancário de 12 empresas fantasmas ligadas à Delta.
Diante da ameaça de falta de quórum, a reunião administrativa para apreciação de requerimentos que estava marcada para amanhã foi adiada para a próxima quarta-feira (17).
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