"Relação União, estados e municípios se esgotou”
Afirmativa é do peemedebista Henrique Alves; em, Salvador, onde veio pedir apoio da bancada baiana para sua candidatura à presidência da Câmara, o potiguar disse que, se eleito, suas prioridades serão "rediscutir o pacto federativo", as novas regras para divisão dos royalties do petróleo e o Fundo de Participação dos Estados (FPE); Alves saiu da Bahia com apoio maciço dos 39 parlamentares da bancada
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Bahia 247
O deputado Henrique Alves (PMDB-RO) encerrou em Salvador nesta quinta-feira (24) a maratona que fez Brasil a fora em busca de apoio das bancadas estaduais para sua candidatura à presidência da Câmara Federal, cuja eleição acontece no próximo dia 4.
Nem todos os parlamentares baianos participaram do almoço no restaurante Barbacoa, mas o peemedebista levou na bagagem o apoio maciço dos 39 membros da bancada.
"Era o candidato natural ao cargo. Ele conta com o apoio de 16 partidos. Inclusive, a decisão de lançá-lo foi em acordo com o PT", disse em entrevista ao site Bahia Notícias o presidente do PMDB na Bahia, deputado Lúcio Vieira Lima, que também é vice-líder do governo no Congresso e do partido na Câmara.
Em uníssono, os deputados baianos pediram a Alves, em contrapartida, seu compromisso de dedicação pela divisão igualitária dos royalties do petróleo para todos os estados brasileiros. Os parlamentares evitaram falar dos recentes episódios de denúncias de corrupção envolvendo Henrique Alves.
O peemedebista agradeceu e reconheceu a importância da oposição à sua candidatura (DEM, PSDB e PPS) e disse que ainda não desistiu de tentar conquistar o PSOL, apesar de este ser "mais difícil" de agregar o projeto.
"Só me falta o PSOL, que é mais trabalhoso. Mas vou tentar ainda. Vou buscar até a última hora porque quero chegar naquela Casa com a maior representatividade possível", enfatizou Alves, ao ressaltar o seu aprendizado nos 42 anos de vida pública e a atuação em seu 11º mandato, para o qual foi eleito com recorde de votos em seu estado.
O favorito à presidência da Câmara criticou a TV da Casa, apesar de ressaltar que respeita a imprensa.
"Tem que ser mais Câmara do que TV. Quantas vezes vi nas páginas dos jornais uma fotografia imensa de primeira página daquele plenário, as cadeiras vazias, o orador perdido na tribuna, outro sentado em uma cadeira e a manchete: 'Deputados não trabalham'. A foto tirada nas segundas ou nas sextas-feiras. Isso é uma profunda injustiça. Uma agressão à verdade".
Alves aproveitou para sugerir que a emissora cubra a rotina dos deputados nos finais de semana, pois, segundo ele, aos sábados e domingos os deputados "trabalham mais do que todos os dias que passam em Brasília".
FPE
O potiguar tratou de comentar também a polêmica causada pelas novas regras da União para o Fundo de Participação dos Estados, o FPE. Para o peemedebista, este é um dos assuntos prioritários para discussão na Câmara em 2013.
Alves disse que a "questão fundamental", que tem ouvido de "todos os governadores e todas as bancadas", é a "rediscussão do pacto federativo".
Na sua concepção, "a relação União, estados e municípios se esgotou". Ele prometeu que, se eleito presidente da Casa, fará "uma reunião com os 27 governadores, os prefeitos também e representantes dos municípios para que nos tragam uma proposta objetiva".
Voltando à distribuição dos royalties do petróleo, o peemedebista disse que a questão será examinada "de maneira justa em relação aos estados e municípios". Para ele o Legislativo "falhou" ao não votar no prazo as novas regras do Fundo de Participação dos Estados (FPE).
"Tenho que reconhecer foi uma falha nossa, um erro nosso, dois anos para votar e não o fizemos e temos que fazer rapidamente".
Se em Pernambuco, na terça, Henrique Alves saiu cabisbaixo por ter ouvido um não do governador e virtual candidato à presidência da República em 2014, Eduardo Campos, ao seu projeto de presidir a Câmara, da Bahia, o peemedebista só levou bons fluídos.
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