Relação de Doria e Alckmin estaria estremecida por causa das marginais

Duas situações envolvendo o mesmo tema, as Marginais do Pinheiros e do Tietê, provocaram nos últimos dias um desgaste na relação entre o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e o prefeito da capital, João Doria; mal-estar teve início há duas semanas, com a divulgação pela Polícia Militar de dados que mostram alta de 56% no número de acidentes com vítimas no primeiro trimestre, quando Doria elevou os limites de velocidade nas vias, na comparação com o mesmo período de 2016; na segunda, as vias voltaram à tona com a declaração de Alckmin de que Doria estaria estudando fazer uma concessão para a manutenção das vias

Prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), e governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB)
Prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), e governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) (Foto: Giuliana Miranda)


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SP 247 - A relação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do prefeito da capital, João Doria, ambos do PSDB, ficou estremecida com duas situações envolvendo as marginais Tietê e Pinheiros.

O mal-estar teve início há duas semanas, com a divulgação pela Polícia Militar de dados que mostram alta de 56% no número de acidentes com vítimas no primeiro trimestre, quando Doria elevou os limites de velocidade nas vias, na comparação com o mesmo período de 2016.

Já nesta segunda, as vias voltaram à tona com a declaração de Alckmin de que Doria estaria estudando fazer uma concessão para a manutenção das marginais.

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As informações são de reportagem de no Estado de S.Paulo.

O mal-estar teve início há duas semanas, com a divulgação pela Polícia Militar de dados que mostram alta de 56% no número de acidentes com

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"Nenhum dos dois anúncios teriam sido combinados com Doria e, em ambos os casos, houve reação de auxiliares do prefeito para reduzir os danos do que assessores de Doria já classificam como 'fogo amigo tucano'.

Pego de surpresa e sem poder contestar publicamente as estatísticas divulgadas pela PM, Doria atribuiu a má notícia à imprudência dos motoristas e de motociclistas, e ressaltou que não há estudos que façam uma relação direta entre o aumento de acidentes e as mudanças nos limites de velocidade, que passaram de 70 km/h para 90 km/h em janeiro.

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Internamente, no entanto, a divulgação para a imprensa dos dados operacionais da PM, que não costumam ser usados para registro de ocorrências, foi vista, no mínimo, como provocação. Isso porque a divulgação de dados relacionados a acidentes na cidade é feita oficialmente pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), não pela PM, que justificou a atitude pelo aniversário de 36 anos do Comando de Policiamento de Trânsito e pela intenção de intensificar suas ações nas vias."

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