Regulador chinês manda fundador da endividada LeEco voltar à China
O LeEco, um grupo de entretenimento, eletrônicos e veículos elétricos fundado por Jia, tem lutado para pagar suas dívidas após uma rápida expansão em múltiplos setores provocar uma crise de caixa e uma forte queda nas ações de uma unidade listada, levando a companhia a múltiplas faltas de pagamento.
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(Reuters) - O regulador de valores mobiliários da China ordenou formalmente que o fundador do endividado conglomerado de tecnologia LeEco volte à China e resolva uma crescente dívida vinculada às suas firmas, aumentando a pressão sobre a liderança do grupo.
A divisão de Pequim da Comissão Reguladora de Valores da China (CSRC) disse em um aviso na segunda-feira que o presidente-executivo da LeEco, Jia Yueting, deve retornar ao país antes de 31 de dezembro para “cumprir sua obrigação” e proteger os direitos dos investidores.
O LeEco, um grupo de entretenimento, eletrônicos e veículos elétricos fundado por Jia, tem lutado para pagar suas dívidas após uma rápida expansão em múltiplos setores provocar uma crise de caixa e uma forte queda nas ações de uma unidade listada, levando a companhia a múltiplas faltas de pagamento.
O órgão regulador disse que havia pedido anteriormente a Jia para retornar à China em setembro, mas desde então não havia visto nenhuma ação tomada pelo fundador da LeEco no sentido de cumprir as demandas. O órgão não especificou onde Jia estava, embora ele tenha interesses comerciais nos Estados Unidos.
“As empresas que você controla devem enormes quantias a empresas listadas que ainda não foram devolvidas”, disse o regulador. “Este comportamento prejudica seriamente os direitos legais das empresas listadas e os interesses pessoais de uma ampla gama de investidores.”
Uma porta-voz da Leshi, principal unidade listada da LeEco, disse que o comportamento pessoal de Jia não teria um grande impacto nas operações globais da empresa listada e seus laços com a empresa já não eram tão próximos. Jia demitiu-se como presidente-executivo da Leshi em maio, mas continua no comando da LeEco.
A Reuters não pôde contatar Jia imediatamente para comentar.
Reportagem de Adam Jourdan e Redação de Xangai
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