Reempossada presidente da Assembleia Legislativa, uma nova Angélica?
Em 2012, deputada se fechou à sociedade; Assembleia, com Angélica na direção, não cumpre Lei de Acesso à Informação, não dá explicações sobre suspeitas de irregularidades no repasse das verbas de subvenção e manteve, mesmo sob críticas, contrato milionário com a Rede Ilha de Comunicação; agora, a parlamentar está conversando mais com a imprensa: é um bom sinal
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Valter Lima, do Sergipe 247 – Sempre pouquíssimo afável à imprensa e política de poucas palavras, a deputada estadual Angélica Guimarães (PSC), presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe, foi reempossada na última sexta-feira (15) no cargo e parece estar disposta a mudar sua forma de atuar, agora com mais disposição para o contato com jornalistas e mais aberta ao diálogo com a sociedade.
Pelo menos foi isto que ela deixou transparecer ao ser uma das intermediárias da abertura das negociações entre Governo e oposição em torno do Proinveste e ao defender a manutenção do diálogo com o Poder Executivo. E, claro, ao se abrir mais para a imprensa. Foi dela um artigo publicado no Cinform há duas semanas e também a principal entrevista do Jornal do Dia deste domingo (17).
Seja no artigo publicado no Cinform, seja na entrevista concedida ao Jornal do Dia, a presidente reeleita, que foi peça angular do rompimento entre os partidos liderados por Marcelo Déda e o grupo dos irmãos Amorim, falou o tempo inteiro em independência do Poder Legislativo, mas reforçou a importância de manter uma boa relação com o Governo do Estado.
Depois de um 2012 muito turbulento, marcado pelas denúncias de favorecimento à Rede Ilha de Comunicação (de propriedade dos filhos de Edivan Amorim, líder político de Angélica), que recebeu repasses milionários da Assembleia, para produzir programetes de rádio de parcos 15 minutos, exibidos na madrugada, e a alarmante reportagem do Cinform sobre inúmeras irregularidades nas entidades que recebem verbas de subvenção dos deputados, a presidente do Poder Legislativo precisava realmente começar a agir diferente.
Como representante do parlamento estadual, que em tese (só teoricamente mesmo) é o poder do povo, Angélica carece de mais disposição para conversar com a sociedade – e isto se dá, na maioria das vezes, pela imprensa. Além disso, dentro do mesmo nível de importância, a presidente da Alese deve inserir, integralmente, o Legislativo Estadual na Lei de Acesso à Informação. Só assim, a tão propalada transparência que a oposição cobrou do Governo no encaminhamento do Proinveste também poderá ser exercida pelos deputados – e vista pelo povo. É um direito do cidadão!
No mais, é aguardar pelos próximos passos da presidente da Assembleia no biênio legislativo que se inicia oficialmente nesta segunda-feira (18).
Foto: Agência Alese
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