Rebeldia aliada ameaça relatório de Odair Cunha
Deputado Silvio Costa (PTB-PE) diz que relator politizou CPI e que tese da rejeição integral conta com apoio de todos os partidos. PT reage à rebelião e ameaça retirar apoio à eleição de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para a Presidência da Câmara. Na iminência da derrota, partido considera apenas discutir o relatório na reunião de quarta-feira e fazer a votação em outro momento
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Goiás247 - Uma intensa batalha vem sendo travada nos bastidores da CPMI do Cachoeira, cuja votação do relatório final do deputado Odair Cunha (PT-MG) está prevista para quarta-feira, 5. O PT corre o risco de ficar isolado e o relatório ser integralmente rejeitado com o apoio de legendas aliadas, sob argumento de que o relatório foi politizado. De olho numa possível derrota, integrantes do PT já apontam como alternativa realizar somente a discussão do relatório na próxima semana e a votação em outro momento.
PMDB e PTB questionam os pedidos de indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do ex-presidente da Delta Construções, Fernando Cavendish, que tem laços muito fortes com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). "Contamos com todos os partidos, exceto o PT. Vamos derrotá-los e não será a primeira vez que uma CPI ficará sem relatório", disse o deputado Silvio Costa (PTB-PE).
O PT, por sua vez, reagiu à rebeldia do aliado PMDB. Integrantes da cúpula do partido na Câmara ameaçaram não cumprir o acordo de indicação do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para a presidência da Casa em fevereiro de 2013.
Pressionado também pelo PMDB, o deputado Odair Cunha (PT-MG) recuou da decisão de pedir o indiciamento de cinco jornalistas, entre eles Policarpo Júnior, diretor da revista Veja em Brasília, e uma investigação contra o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. "O PMDB pediu para tirar o Gurgel e o Policarpo e tiramos. Se agora não votarem no relatório, nós consideraremos isso como um ruído grave", disse à Folha de S. Paulo o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP).
Indiferente à guerra de bastidores, a reunião da CPI está, até o momento, confirmada para as 10h15 da quarta-feira. O o relatório final de Odiar Cunha pede o indiciamento de 29 pessoas e a responsabilização de 12 agentes com foro privilegiado na Justiça.
Na última reunião, Cunha apenas leu o resumo do parecer, de 89 páginas, antes de ser aprovado o pedido de vista coletivo pelo período de cinco dias úteis. Segundo o relator, a mudança foi possível porque o indiciamento de jornalistas e a investigação de Gurgel não eram questões centrais, como o “núcleo da organização criminosa”. “Esse relatório, com as alterações que fizemos, significará a intenção da maioria da comissão”, afirmou.
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