Quintão pode ir para Minas e Energia
Deputado federal do PMDB mineiro pode estar indo para o Ministério das Minas e Energia. Com isso, abriria mão da candidatura à prefeitura de BH e apoiaria o PT de Patrus Ananias. De quebra, Dilma colocaria Edison Lobão, um de seus mais diletos ministros, na presidência do Senado
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Minas 247 - O PMDB de Minas Gerais já fez sua reivindicação à presidenta Dilma Rousseff como condição para apoiar o (provável) candidato do PT à Prefeitura de Belo Horizonte, Patrus Ananias: quer o Ministério das Minas e Energia.
A operação é interessante para ambas as partes, embora, como não poderia deixar de ser, encontrará obstáculos na própria base aliada a Dilma. A presidenta já deixou claro que quer o atual ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, de volta ao Senado. Homem da confiança de Dilma, a quem sucedeu quando ela assumiu a Casa Civil no governo Lula, Lobão é o nome do Planalto para a sucessão de José Sarney na presidência do Senado.
Para o PDMB mineiro, por sua vez, a cadeira deixada vaga seria a deixa para participar ativamente do governo federal, e num ministério particularmente afeito ao estado. Quintão, que sabe ter poucas chances de eleição em Belo Horizonte - sobretudo depois da entrada em cena de mais um candidato competitivo, Patrus, além do prefeito Marcio Lacerda (PSB) -, não teria muito do que reclamar, pelo contrário.
Resta saber qual a reação dos peemedebistas ligados a Sarney e ao senador Renan Calheiros. Sarney não é exatamente um inimigo mortal de Lobão, de quem já foi aliado no Maranhão. Mas está longe de morrer de simpatias por ele - e vice-versa. As relações de Dilma com Sarney já haviam ficado mais estremecidas depois que o ex-governador do Amazonas, Eduardo Braga, assumiu a liderança do governo no Senado. Sarney, e também Renan, não participaram das discussões e, obviamente, fecharam a cara.
Agora, ocorre o mesmo. Dilma fortalece um grupo do PMDB e dificulta mais as relações com peças tradicionais no partido, como são os casos de Sarney e Renan. É uma forma de, sem perder o apoio dos peemedebistas, renovar alguns de seus quadros. O momento a favorece, já que vive o auge da popularidade, enquanto Sarney amarga escândalos na mídia.
O setor de Minas e Energia, sabe-se, é muito caro a Dilma. Lá ela praticamente iniciou-se na vida pública - pelo menos do ponto de vista formal -, ganhou fama a partir do Rio Grande do Sul e chegou ao governo Lula. Das Minas e Energia, seduziu o ex-presidente com seu trabalho e o resto da história é por todos conhecida.
Dar esse pedaço do governo a um jovem parlamentar como Leonardo Quintão é sinal de que Dilma ainda prestigia o PMDB, ou parte dele; conhece Quintão e nele confia; e, por fim, quer muito que Patrus ganhe as eleições de outubro.
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