Quando a sorte se junta à poupança

Títulos de capitalização são bom negócio para quem quer poupar e concorrer a prêmios

Quando a sorte se junta à poupança
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Quem compra um título de capitalização concorre a vários prêmios. Caso não seja sorteado, o dinheiro é devolvido corrigido. Parece um negócio da China. Mas afinal, vale a pena aplicar nesse tipo de produto? O 247 consultou especialistas para responder essa pergunta. Conheça um pouco mais sobre esse produto e veja se ele se encaixa no seu perfil.


A opinião dos especialistas, mesmo os representantes de empresas do setor, é unânime: capitalização não é investimento, mas uma forma de guardar dinheiro e concorrer a prêmios. Isso porque não oferece ganho financeiro, exceto para quem é sorteado. Ao final da vigência, o cliente recebe o dinheiro de volta apenas com uma correção pela TR (Taxa Referencial). 


Os clientes concorrem a prêmios variam de R$ 100 a R$ 10 milhões. Mas isso não faz do produto uma loteria, explica o diretor da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap) José Ismar Torres: "Os títulos não são uma loteria, porque na loteria se o número não for sorteado, o cliente perde todo o dinheiro investido", afirma.



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Vantagens



Existem vários bons motivos para se adquirir uma capitalização, de acordo com o executivo da FenaCap: estímulo do hábito de poupar, custo acessível, ausência de burocracia, dispensa de comprovação de renda e a possibilidade de concorrer a diversos prêmios ao longo da vigência do título. "Com o aumento da renda do trabalhador e o pleno emprego, surgiu um exército de consumidores de produtos financeiros. E a capitalização é uma boa porta de entrada para esse público", explica Torres.


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"Ninguém consegue correr uma maratona de um dia para o outro. Tem que ter treino", diz o diretor da FenaCap em alusão ao papel da capitalização no mercado. "O consumidor que não acostumado com produtos financeiros pode aplicar em títulos de capitalização para criar o hábito de poupar. É um produto muito simples, excelente para quem ainda não tem muita disciplina financeira".


O diretor da Caixa Capitalização, Luis Alberto Charry, acredita que esse produto é uma forma de o consumidor que gosta de apostar concorrer a prêmios sem gastar dinheiro. Afinal, todo o valor aplicado é devolvido no final. "O grande atrativo são mesmo os sorteios, que acabam saindo de graça. Além disso, os títulos são excelentes para as pessoas que têm dificuldade de guardar dinheiro, uma vez que o produto tem como premissa a disciplina porque você tem que estar pagando para concorrer a prêmios".


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Charry explica ainda que a chance de sucesso nos sorteios desse tipo de produto é maior do que na loteria. "As chances de ser premiado com um título de capitalização são bem grandes. Há títulos na Caixa, por exemplo, em que o cliente tem uma chance em mil de ganhar", diz. Para se ter uma ideia, a probabilidade de uma pessoa acertar uma quadra em uma aposta simples da Mega-Sena é de uma em 2.332.


A capitalização, ainda de acordo com Charry, oferece produtos para pessoas de diversas faixas de renda: "Na Caixa, por exemplo, temos o SUPERXCAP, que custa R$ 13 por mês e dá direito a vários prêmios de até meio milhão. Do outro lado tem o CaixaCAP Fortuna, na qual o cliente faz um aporte único de até R$ 5 mil e concorre a prêmios de até R$ 5 milhões por 24 meses.



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Outra visão



Alguns especialistas financeiros não recomendam a capitalização. É o caso do economista e professor de finanças da Universidade de Brasília Roberto Piscitelli. "Título de capitalização é aquele produto que a gente compra quando quer agradar o gerente do banco", diz em tom de brincadeira o economista.


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Até aqueles que têm dificuldade de poupar devem aplicar em outro tipo de produto, explica Piscitelli: "Com o título de capitalização, o consumidor não tem ganho financeiro nenhum. Mesmo para os sem nenhuma experiência com investimentos, não indico. Muito mais interessante é investir numa poupança programada. Só indico capitalização para aqueles que gostam de apostar em jogos".



Poupou e se deu bem

Há dois anos, a baiana Cláudia Souza procurou uma maneira de guardar dinheiro. Seu gerente no banco indicou um título de capitalização e ela aceitou: "Quando comprei o título, nem prestei atenção nos sorteios. Só queria um jeito de guardar dinheiro mesmo. Sempre batalhei muito e sei que é importante guardar um pouco do que ganha", explica.


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Apenas três meses depois de adquirir o título, veio a boa notícia: Cláudia foi sorteada e ganhou R$ 500 mil. "O interessante é que se eu não fosse tão organizada, se não tivesse vontade de poupar, não teria ganho esse dinheiro", explica a baiana, que hoje mora confortavelmente em uma casa própria em Salvador.



Mercado em franco crescimento


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Com arrecadação de R$ 16,5 bilhões em de janeiro a dezembro de 2012, o setor de capitalização cresceu 17,6% em comparação com o ano anterior. O volume de recursos injetados na economia, a partir da devolução das reservas acumuladas pelos portadores de títulos, atingiu R$ 10,6 bilhões no ano passado, de acordo com a Fenacap.


Durante workshop do setor realizado no início do mês, o presidente da Fenacap, Marco Antônio Barros, explicou que a expectativa é dobrar o faturamento até 2016. "Pretendemos crescer de maneira sustentável, apostar na inovação, consolidar a capitalização como instrumento de educação financeira e combinar nossa expansão com a agenda social do país".

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