PT pode apoiar o PSB em Pernambuco, desde que...

O secretário nacional de Organização do PT, Florisvaldo Souza, declarou que o seu partido pode apoiar o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na eleição para a sucessão estadual do próximo ano; para isso, o gestor teria de apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT); “Se o Eduardo não for candidato, ele está na base aliada do governo federal”

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Leonardo Lucena_PE247 – O secretário nacional de Organização do PT, Florisvaldo Souza, declarou, nesta quarta-feira (5), que o seu partido pode apoiar o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na sucessão estadual do próximo ano. Para isso, o gestor teria de apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). “Se o Eduardo não for candidato, ele está na base aliada do governo federal”, afirmou à Imprensa.

Segundo o dirigente, o Partido dos Trabalhadores tem como objetivo montar uma vasta aliança eleitoral no momento. As declarações do petista reforçam o fato de que o rumo que o PT vai tomar no próximo ano em Pernambuco depende do quadro político nacional. “A nossa prioridade é a reeleição da presidente Dilma Rousseff”, disse Florisvaldo Souza.

Mesmo tendo adiantado que há possibilidades de o PT apoiar o PSB, o dirigente criticou o gestor pernambucano, ao dizer que os petistas não integram um partido que “apoia alguém da situação aqui e alguém da oposição ali”. Souza se referiu ao fato de a legenda socialista ser apoiada pelo Partido dos Trabalhadores em Pernambuco, mas, por outro lado, almejar lançar candidatura própria à Presidência da República contra a presidente Dilma, de quem Eduardo Campos é aliado, oficialmente.

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O PT recifense passou pela maior crise política de sua história, no ano passado, com o cancelamento das prévias partidárias sob denúncias de fraudes e constantes ataques entre as alas do então deputado federal Maurício Rands e o prefeito João da Costa. O desfecho foi perder o comando do Executivo da capital para o PSB após 12 anos à frente da Prefeitura. Apesar disto, o secretário de Organização nacional do PT avalia que as dificuldades pelas quais passaram o partido já estão superadas.

Mas, no plano estadual, o PT continua fragmentado e, pelo menos em tese, integrar uma aliança com o PSB em vez de lançar candidato próprio seria uma maneira de assegurar o partido na Frente Popular, mantendo a legenda como umas das protagonistas no cenário político pernambucano. Se optar por uma postulação própria, o Partido dos Trabalhadores terá de enfrentar o indicado de Eduardo Campos, que assegura 90% de popularidade.

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A alta aprovação de Campos também pode dificultar a vida do PT, caso o partido, mesmo deixando de lado a candidatura própria, decida integrar outra aliança para disputar contra o PSB. Neste caso, a possibilidade seria um palanque com o PTB do senador Armando Monteiro Neto (PE), que sonha em disputar o Governo do Estado. Caso o governador não venha a indicá-lo para a sucessão, o parlamentar poderá lançar candidatura própria, o que facilitaria uma coligação com o PT.

Curiosamente, o vice-governador do Estado, João Lyra Neto, anunciou, recentemente, que deixará o PDT e vai migrar para o PSB. Embora tenha dito que a troca de legenda servirá para ajudar o governador Eduardo Campos em seu projeto presidencial, a filiação à legenda socialista é um indicativo de que o chefe do Executivo pernambucano deve mesmo lançar um postulante do próprio PSB.

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