PT mineiro vive embate pela direção estadual
De um lado está o deputado federal Odair Cunha, que tem o apoio do presidente estadual da legenda, Reginaldo Lopes, e do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel; do outro, a secretária de Finanças do PT estadual, Gleide Andrade de Oliveira, apoiada pelos ex-ministros do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Patrus Ananias e da Secretaria Geral da Presidência Luiz Dulci como cabos eleitorais; curiosamente, as duas alas convergem na medida em que defendem o nome de Pimentel ao governo de Minas em 2014
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Minas 247 – Começou o embate no PT de Minas Gerais rumo à presidência do partido em 2014. De um lado está o deputado federal Odair Cunha, que tem o apoio do presidente estadual da legenda, Reginaldo Lopes, e do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Do outro, a secretária de Finanças do PT estadual, Gleide Andrade de Oliveira, apoiada pelos ex-ministros do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Patrus Ananias e da Secretaria Geral da Presidência Luiz Dulci como cabos eleitorais. Curiosamente, as duas alas convergem na medida em que defendem o nome de Pimentel ao Governo de Minas em 2014.
A secretária Gleide, que promete uma relação estreita com os movimentos sociais, foi a primeira a se inscrever, na sede estadual do PT, na manhã desta terça-feira (13). Oposicionista à gestão do atual presidente estadual da sigla, a dirigente alega que as bases do PT mineiro estão abandonadas porque Lopes também tem que se dedicar ao mandato de deputado federal. "A base do PT está extremamente carente e necessitada", disse. "Ela não será presidente só em tempo de eleições e vai contribuir para a regionalização do partido e a construção de um projeto de governo para o PT", afirma Ananias.
Ao argumentar que fica difícil conciliar as atividades dentro do partido com mandato de deputado federal, em referência a Reginaldo Lopes, Gleide tem a seu favor o posicionamento do ex-deputado federal Virgílio Guimarães. De acordo com ele, o ex-presidente Lula, principal nome do PT, sugeriu ao atual dirigente nacional do PT, Rui Falcão, que não se tentasse uma cadeira na Câmara para se dedicar à presidência da sigla.
Aparentemente, não existe uma desunião interna, mas ambos os postulantes não abrem mão da candidatura em favor do adversário. Cunha diz que não é um postulante da continuidade, mas sim de avanços. "Na gestão do Reginaldo o PT cresceu muito, mas temos novos desafios. É preciso produzir um novo pacto de governança e isso significa ter união de forças internas e levar o partido a um diálogo com nossos aliados para chegar ao Palácio da Liberdade em 2014", declara. Segundo o petista, o principal desafio da legenda será dar maior atuação fora das mobilizações de caráter eleitoral. "Precisamos articular as regionais do partido e dar a elas funcionamento", acrescenta.
Após a sua adversária dizer que é difícil conciliar o trabalho na presidência estadual do PT com a atuação na Câmara Federal, Cunha afirma que a direção da legenda não é formada por uma pessoa apenas, em entrevista o Estado de Minas. "A gestão é composta por diversos membros e neste coletivo temos pessoas com e sem mandato, não é uma tarefa individual. Ter mandato em algumas circunstâncias pode colaborar, mas não vamos fazer esse debate, até porque já tivemos excelentes presidentes com mandato", diz.
Além de Cunha e Gleise, serão candidatos o deputado federal Rogério Correio e o vereador Betão. Uma comissão tem até o dia 22 deste mês para analisar as candidaturas. Os postulantes com direitos a voto são aqueles que estão em dia com o partido.
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