PT e PSDB têm primeiro grande duelo na CPI

Depois de esquentar a disputa nos bastidores da CPI do Cachoeira, petistas e tucanos travam o primeiro embate declarado durante o depoimento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB); liderança do PT, de Jilmar Tatto, aposta na venda da mansão onde Carlinhos Cachoeira foi preso; confiante, PSDB quer 'encerrar capítulo' na CPI

PT e PSDB têm primeiro grande duelo na CPI
PT e PSDB têm primeiro grande duelo na CPI (Foto: Edição/247)


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247 - As estratégias estão traçadas. Em reunião realizada no fim da tarde desta segunda-feira 11, os líderes do PT no Congresso Nacional definiram como pretendem atuar durante o depoimento do governador de Goiás, Marconi Perillo, à CPI do Cachoeira, marcado para começar às 10h desta terça-feira. E o tema principal não poderia ser outro: a venda da mansão onde Carlinhos Cachoeira foi detido no dia 29 de fevereiro, que ganhou quatro versões -- uma do próprio Perillo e outras de Wladimir Garcez, ex-vereador de Goiânia apontado como braço-direito de Cachoeira, do delegado da PF Matheus Mella, que coordenou a Operação Monte Carlo, e de Walter Paulo Santiago, empresário que teria comprado a casa de Perillo.

Segundo o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), o partido vai cobrar explicações detalhadas sobre a proximidade do tucano com o bicheiro. "Vamos aguardar o depoimento do Marconi Perillo e ver se ele consegue explicar o inexplicável, porque quem está acusando o governador de Goiás é a Polícia Federal, não é o PT, não é a imprensa. Nossa estratégia é ouvi-lo e fazer perguntas", disse o deputado após reunião de que participaram o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), o vice-presidente da comissão, Paulo Teixeira (PT-SP), e o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Já do lado do PSDB, cujos parlamentares já reclamaram durante sessões da CPI que o PT vinha concentrando seus questionamentos sobre tucanos -- em especial o governador de Goiás --, o clima é de otimismo. Para o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), o depoimento de Perillo encerra um capítulo repetitivo que desvia o foco da CPI. "Para quem gosta de repetição é um prato cheio, porque essa história do governador tem sido contada e recontada insistentemente, de forma cansativa, para desviar o foco de capítulos importantíssimos dessa CPI, que certamente alcançarão agentes públicos localizados em Brasília. A expectativa é de que encerremos esse capítulo”, disse.

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Na mesma linha, o vice-líder Aloysio Nunes (PSDB-SP) aposta que Perillo vai “virar o jogo” na CPI. “Ele vai ser convincente e vai virar o jogo. Ele vem reafirmando a mesma sequência de acontecimentos, não há contradição alguma”, garante. Seja qual for o desempenho de Perillo na comissão nesta terça-feira, o PSDB terá a oportunidade de dar o troco no dia seguinte, durante o depoimento do governador do Distrito federal, Agnelo Queiroz. "A relação do Agnelo com Carlinhos Cachoeira, até onde eu saiba, a Polícia Federal não apurou nada. Pelo contrário, ele estava sendo vítima", antecipa-se Tatto. "Cada vez mais está provado que ele não tem relação nenhuma com a quadrilha do Cachoeira. Eles tentaram entrar no Distrito Federal e o Agnelo não deixou", completou.

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