PT e PSB: aliança para vereador em impasse de difícil solução
Cúpula dos dois partidos acertaram tudo, mas esqueceram de combinar com a parte mais interessada: os próprios candidatos ao parlamento de Belo Horizonte. Novela começa a ficar chatinha, chatinha...
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Minas 247 - A aliança entre o PT e PSB para uma chapa proporcional na disputa de vereadores em Belo Horizonte chegou a um impasse de difícil solução. Para os petistas, a coligação proporcional no parlamento municipal seria ótimo, pois, com nomes mais conhecidos, e com a ajuda dos socialistas, a bancada do PT certamente cresceria. Para o PSB, ocorre o inverso: é melhor sair sozinho do que junto com os petistas.
Resumo da ópera - ou da novela, que começa a ficar meio chatinha: as cúpulas dos dois partidos combinaram tudo direitinho, com o PT ganhando e o PSB recebendo o apoio para Lacerda tentar voos mais altos em 2014 - o governo do estado, por que não? Mas esqueceram de combinar com os jogadores da partida, os próprios candidatos a vereador - não por acaso, protagonistas do processo.
Leia a matéria da jornalista Ana Flávia Gussen publicada no jornal Hoje em Dia:
Os dirigentes do PSB e PT chegaram a um impasse nas negociações em torno da aliança proporcional em Belo Horizonte. Segundo um dirigente socialista, o PSB se nega a atender à principal reivindicação do aliado: uma aliança exclusiva com o PT, sem a presença de outros partidos.
Atualmente, sete partidos pleiteiam uma aliança na eleição de vereadores com os socialistas: além de PT e PSDB, também fazem parte da rodada de negociações PR, PPL, PSD, PMN e PDT, porém o PT resiste em aceitar a presença de qualquer uma das siglas. “Estamos conversando com sete partidos, mas o PT se nega a aceitar qualquer um desses. Ele quer ir sozinho e isso já avisamos que não vai acontecer”, afirmou a fonte, que pediu para não ser identificada por fazer parte do grupo político que negocia as alianças.
Além da intransigência petista, segundo caracterizou o dirigente, outros três motivos contribuem para que vereadores do PSB rechacem a coligação proporcional. Um deles é perder espaço na Câmara. Se o PSB sair sozinho pode eleger até seis vereadores. Caso feche com o PT ficará com três.
Outro problema em fechar uma aliança exclusiva com o PT é que a decisão pode interferir diretamente na governabilidade de Lacerda, já que dos quatro vereadores de oposição que existem na Câmara, três são do PT: Neusinha Santos, Arnaldo Godoy e Adriano Ventura. “Ajudar a eleger esses três vereadores que não têm compromisso com a governabilidade do nosso candidato não faz sentido nenhum para o PSB”.
O terceiro motivo é o volume de pré-candidatos na chapa socialista. Atualmente, 100 filiados estão fechados na chapa. Desse total, pelo menos 40 ficarão de fora e o partido já se comprometeu a “compensá-los” depois do pleito. Em uma aliança, essa fatura seria ainda maior. “Estamos com a chapa completinha, redonda, mas cerca de 40 ficarão de fora e precisaremos alocá-los depois da campanha. Se juntarmos com o PT, esse número vai ser ainda maior”, afirmou o socialista.
Segundo ele, esse cenário faz o PSB ser cada vez mais simpático à ideia de sair sozinho na proporcional. “Se a convenção fosse hoje iríamos sozinhos com certeza. Mas ainda tem muita conversa pela frente”.
Quanto ao PSDB, o dirigente afirmou que a legenda já deixou claro que não quer ver a bancada petista crescendo. “O PSDB vai fazer de tudo para evitar que PSB e PT fechem. Eles temem que com o fortalecimento da bancada petista eles percam a presidência da Câmara”, argumentou.
O socialista confirmou que o PSB vai realizar a convenção no dia 30 de junho, mas ele declarou que os encaminhamentos com as decisões serão fechados dez dias antes. Nos próximos dias o PSB vai procurar o PDT e o PTB, partidos que faltam trazer para a aliança.
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