PSD quer barrar candidatura de Patrus

Secretário geral do partido em Minas, Alexandre Silveira, alega que petista exercia cargo na Fiesp quatro meses antes do pleito, o que seria ilegal. Entidade paulista garante que o ex-ministro se desligou cinco dias antes



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Minas 247 – O PSD, através de seu secretário geral em Minas Alexandre Silveira, protocolou no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) pedido de impugnação da candidatura de Patrus Ananias (PT) à prefeitura de Belo Horizonte. Silveira, que também é secretario de Estado de Gestão Metropolitana do governo Anastasia (PSDB), alega que o petista exerceu o cargo de presidente do Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) quatro meses antes das eleições, o que não seria permitido pela legislação eleitoral.

A Fiesp divulgou nota afirmando que o ex-ministro presidiu a Consocial entre 27 de outubro de 2011 e 2 de junho de 2012, cinco dias antes do prazo limite. Além disso, a entidade garante que a função exercida por Patrus não era remunerada.

As sucessivas tentativas de melar a candidatura do PT na capital mineira mostram o racha vivido no PSD atualmente. Após a regional mineira conseguir na Justiça a invalidação da intervenção nacional na convenção do partido em Belo Horizonte, a executiva nacional recorreu e espera voltar a apoiar a coligação PT-PMDB.

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Confira a matéria dos jornalistas Gustavo Prado e Enzo Menezes, do jornal O Tempo

Uma semana após apresentar à Justiça Eleitoral um pedido de impugnação na candidatura do ex-ministro Patrus Ananias (PT) à Prefeitura de Belo Horizonte, questionando a participação do PSD na coligação com o PT, o secretário geral do partido em Minas e secretário de Estado de Gestão Metropolitana, Alexandre Silveira, aditou, nesta quinta (19), mais duas denúncias contra a coligação do PT.
De acordo com o documento, protocolado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a executiva estadual do partido tenta o indeferimento no registro de candidatura do adversário. As alegações são de que Patrus Ananias manteria o cargo de presidente do Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) quatro meses antes do pleito. O PSD também alega que a empresa de consultoria do petista poderia ter prestado serviços públicos nos últimos meses.

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Por meio de nota encaminhada à imprensa, a assessoria de comunicação corporativa da Fiesp informou que Patrus Ananias presidiu a Consocial entre 27 de outubro de 2011 e 2 de junho de 2012, quando "solicitou seu desligamento à presidência da entidade". Para a Justiça Eleitoral, o candidato não poderia ocupar o cargo depois de 7 de junho. Segundo a Fiesp, o "cargo de presidente do Consocial não é remunerado".

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