PSD lamenta falta de solidariedade do PT
"O PSD foi o primeiro partido a apoiar Nelson Pelegrino, em Salvador, sem exigir nada. O PT não foi solidário em lugar nenhum. Em todos os municípios que o PSD esperava ter o apoio não houve contrapartida", desabafa o vice-governador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar
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Bahia 247
Justiça seja feita. O primeiro partido a declarar apoio oficialmente à candidatura do petista Nelson Pelegrino à Prefeitura do Salvador foi o recém-criado PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab; e que é comandado na Bahia pelo vice-governador Otto Alencar. Contudo, o PT não retribuiu a lealdade da nova legenda logo na primeira eleição dos sociais democráticos.
"O PT não foi solidário em lugar nenhum. Em todos os municípios que o PSD esperava ter o apoio não houve contrapartida", desabafou Otto em entrevista ao site Bahia Notícias. O vice-governador citou como exemplos os candidatos do PSD derrotados em Barreiras, onde o PT apoiou Antônio Henrique (PP) contra a prefeita Jusmari Oliveira, que acabou não se reelegendo; em Milagres, São Gabriel e Presidente Dutra.
Nos três municípios, segundo Otto Alencar, o PMDB teve apoio do PT, apesar de os candidatos peemedebistas terem apoiado José Serra (PSDB) e Geddel Vieira Lima (PMDB) há dois anos. "Sei que aliança depende muito das questões locais, mas eu aguardava por parte da direção do PT, do seu presidente inclusive, uma solidariedade maior. Houve uma determinação do presidente Jonas Paulo de agir contra o PSD. Isso nos prejudicou. Fizemos 71 prefeitos, mas podíamos ter feito mais".
O presidente do PSD na Bahia ainda mencionou as "provas da fidelidade" do partido de Kassab. "O PSD foi o primeiro partido a apoiar Nelson Pelegrino, em Salvador, sem exigir nada. Apoiou o candidato do prefeito Caetano [Ademar Delgado], em Camaçari, Jussara, em Dias D'Ávila, o candidato de Moema [Gramacho], João Oliveira, em Lauro de Freitas, Geraldo Simões, em Itabuna, Guilherme Menezes, em Vitória da Conquista, Digal, em Maragogipe. Enfim, nas principais cidades fomos para cima apoiar o PT", enumerou Otto.
Diante do desabafo público do vice-governador, cresce a sensação de que o PSD, que tem a segunda maior bancada na Assembleia Legislativa (composta em suma por oposicionistas dissidentes do DEM, do PSDB e do PMDB), seja um dos principais rivais do PT num possível rompimento na sucessão do governador Jaques Wagner em 2014.
Como o imbróglio entre PSD e PT no pleito municipal poderá desembocar em uma revanche dos neogovernistas na sucessão do Palácio de Ondina em 2014, Otto Alencar terá que acalmar o ímpeto de vingança dos seus liderados.
"Tenho que dar satisfação, pois fomos decisivos para que o partido alcançasse a vitória. Agora é preciso trabalhar para passar um anestésico, um bálsamo, em quem está sentindo dor para manter o grupo unido", disse Otto Alencar ao Bahia Notícias.
Contudo, apesar das mágoas, Otto preserva Jaques Wagner e garante que fidelidade. "O meu compromisso com o governador é firme e não sofrerá alterações".
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