PSB tem quatro vezes mais tempo de TV que o PT
Com a formalização do apoio do PMDB, do senador Jarbas Vasconcelos, à candidatura de Geraldo Júlio (PSB) à Prefeitura do Recife, os socialistas, comandados pelo governador Eduardo Campos, ultrapassam a marca dos 14 minutos do guia eleitoral; o senador Humberto Costa (PT), que deverá seguir com chapa puro sangue, pode ficar apenas com os quase quatro minutos que sua legenda tem direito
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Gilberto Prazeres _PE247 – Com o anúncio do ingresso do PMDB no hall dos partidos que apoiam formalmente a candidatura do ex-secretário estadual Geraldo Júlio (PSB) à Prefeitura do Recife, o partido comandado pelo governador Eduardo Campos chegaria, numa conta rápida, a mais de 14 minutos do guia eleitoral de Rádio e Televisão, que irá ao ar do dia 21 de agosto a 04 de outubro. O que representa quase a metade de toda a propaganda gratuita, que possui 30 minutos. E isso sem contar com a possibilidade de legendas como o PDT (+ 1’26’’) e do PCdoB (+ 55’), que ainda não se definiram, ampliarem ainda mais esses números.
O mais impressionante é que o candidato petista, o senador Humberto Costa, que ainda não conseguiu conquistar o apoio de nenhuma legenda, deverá seguir numa clássica chapa puro sangue que lhe renderia 3’46’’ do guia de TV. Ou seja, praticamente um quarto do tempo a que Geraldo Júlio terá direito. No entanto, o PT ainda trabalha com a possibilidade de seduzir as conhecidas legendas menores, que ficam entre 20’’ e 39’’ da propaganda, para ampliar seu programa.
Porém, Humberto ainda corre o risco de ir parar na terceira colocação do tempo de TV entre os candidatos à Prefeitura do Recife. Caso a improvável hipótese de uma candidatura única da oposição se consolide, DEM (2’01’’), PSDB (2’26’’), PPS (48’’) e PMN (30’’) juntos somariam 5’14’’. Entretanto, para a sorte dos petistas, a viabilização desse quadro não é das mais fáceis.
O tempo de televisão que cada partido tem direito no guia eleitoral de Rádio e Televisão é definido pela representação de cada legenda na Câmara Federal. Quanto mais deputados a sigla possui, maior é o seu programa eleitoral gratuito.
Além da dificuldade em relação ao tempo de TV, Humberto ainda poderia encontrar problemas no que diz respeito à arrecadação de campanha. Sem o apoio do prefeito João da Costa, que foi rifado pelo comando nacional do PT, e lutando contra a maior liderança política do Estado, o governador Eduardo Campos, o senador teria que contar basicamente com a contribuição do seu próprio partido. A postulação do parlamentar se caracterizaria, desta forma, como a mais complicada desde a eleição de 2000, quando a legenda conquistou a Prefeitura do Recife, através da candidatura do agora deputado federal João Paulo.
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