PSB não deve deixar base do governo Dilma

Segundo o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS), "o PSB não ocupa dois ministérios em troca de favores"; declaração foi dada no dia em que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, se encontrou com lideranças de seu partido para discutir estratégias e minar o que os pessebistas consideram ingerência do PT nas articulações da sigla rumo às eleições de 2014

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Leonardo Lucena _PE247 – O PSB deve continuar na base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT), de acordo com o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS). O pessebista e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, se encontrou nesta quinta-feira (28) com três governadores de seu partido – Renato Casagrande (ES), Ricardo Coutinho (PB) e Wilson Martins (PI) -, além de Albuquerque (RS) e do secretário Nacional de Finanças, Márcio França, para discutir a estratégia a ser adotada pela legenda a fim de minar o que os socialistas consideram interferência do PT nas articulações do PSB rumo às eleições presidenciais de 2014, embora a candidatura de Campos ainda seja incerta. O partido deverá permanecer com os dois ministérios do Governo Dilma.

Um dos articuladores do PSB no plano nacional, o deputado Beto Albuquerque afirmou que o seu partido não ocupa duas pastas – Integração Nacional (Fernando Bezerra Coelho) e Secretaria Nacional dos Portos (Leônidas Cristino) - no Governo Federal em troca de favores. "Nós ajudamos no projeto, inclusive fazendo seis governadores. Estamos no governo e nunca faltamos (com o PT). Dilma foi a primeira a ser informada que no PSB tem esse sentimento (de candidatura)", disse. As declarações foram dadas ao jornal Folha de Pernambuco, segundo as quais o parlamentar teria dito que os pessebistas não se consideram pressionados pelo PT a tomar uma decisão antecipada sobre a candidatura de Campos a presidente no próximo ano.

As especulações de que Eduardo Campos e o ex-presidente Lula poderiam se desentender surgiram depois que o "cacique" do PT anunciou a sua ida ao Ceará, em um evento de comemoração dos 33 anos do seu partido, onde se encontrou com o governador do Estado, Cid Gomes (PSB), e o seu irmão e correligionário, Ciro Gomes. Ambos apoiam a reeleição de Dilma, que também se encontrará com os Gomes no próximo dia 11. Nos bastidores, corre a informação de que Lula estaria tentando pressionar Campos a tomar uma decisão antecipada a respeito de sua candidatura.

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No caso de Cid Gomes, o governador cearense defende que Eduardo Campos deveria ser vice da presidente Dilma. Já o seu irmão, Ciro, acha que Eduardo, assim como os presidenciáveis Marina Silva (Rede Sustentabilidade) e o senador Aécio Neves (PSDB), não apresenta "visão de país" e não tem proposta para o Brasil. Ou seja, dentro do PSB há duas alas: uma defensora da candidatura de Campos e outra, liderada pelos irmãos Gomes, que apoia o PT no projeto de reeleição da presidente Dilma, o que fez o governador pernambucano enfatizar que o partido é democrático e não está desunido. Porém, é sabido que ele e os irmãos Gomes não se entendem, já que Ciro não teve o apoio do seu partido para se candidatar a presidente em 2010.

Pacto Federativo e MP dos Portos

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Ao mesmo tempo em que estiveram na pauta assuntos referentes à política partidária, o Pacto Federativo e a MP dos Portos também foram temas do encontro. Em relação ao primeiro, Campos vem adotando o discurso sempre que surge uma oportunidade, por meio do qual defende que estados e municípios precisam ter mais autonomia para decidirem sobre a aplicação das verbas nas mais diversas áreas, o que seria possível se não houvesse concentração de recursos na União, segundo o gestor.

Com o objetivo de fortalecer o discurso do pacto fora do Nordeste, o PSB realizará três seminários no Sudeste – São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais -, cujo início será neste mês, tendo Campos como palestrante. Quanto à Medida Provisória 595, a crítica é a de que a mesma tira a autonomia dos portos, pois a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (An­taq), que é reguladora, também se responsabilizará pelas licitações visando à concessão para a construção de novos terminais privados.

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Em meio às estratégias para não tomar uma decisão antecipada sobre as eleições 2014, Campos segue tentando ganhar mais simpatia de lideranças políticas e empresários na defesa do Pacto Federativo. E, apesar de criticar o que chama de "eleitoralização" do debate, o gestor se encontrará com Lula nos próximos dias, provavelmente, para discutir o próximo pleito. Ou seja, para Lula, a eleição já começou. Se Campos realmente for candidato no próximo ano e não ganhar, resta saber se ele terá o apoio do cacique-mor do PT, que seria o seu principal cabo eleitoral para 2018.

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