PSB lança mineiro na briga pela presidência da Câmara
Depois do resultado de um pesquisa que o PSB alega ter feito, deputado Júlio Delgado diz que sua candidatura à presidência da Casa é "irreversível"; enquanto isso, Henrique Alves (PMDB-RN) tem apoio oficial de PT, PP, PCdoB e caminha para oficializar os da oposição (PSDB e DEM) e do PSD; para surpresa, porém, a correligionária Rose de Freitas (PMDB-ES), também avalia se lançar na disputa
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Minas 247
O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) vai soltar uma verdadeira bomba no Congresso nos próximos dias. O socialista mineiro vai lançar sua candidatura à presidência da Câmara Federal numa articulação que ele diz ser "irreversível". Entusiasmo se deu por conta de uma pesquisa encomendada pelo PSB. Além de Delgado, a vice-presidente da Casa, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), também avalia se lançar.
A pesquisa foi feita por uma consultoria privada que aponta uma disputa pulverizada entre os nomes cotados. Na simulação em que os deputados colocaram seu voto em uma urna, o resultado foi: Henrique Alves (PMDB-RN) com 34,9%; Delgado com 32,3%; Rose com 12,7%; Inocêncio Oliveira (PR-PE) com 9,1% e Chico Alencar (PSOL-RJ) com 1,1%. Outros questionários também foram apresentados.
Um deles pode ser considerado positivo à única candidatura já colocada, de Alves. Mais da metade dos deputados (54,9%) disseram acatar a indicação do partido na hora de votar. Alves já conseguiu o apoio oficial de PT, PP, PCdoB e caminha para oficializar os da oposição (PSDB e DEM) e do PSD.
De acordo com matéria do Valor Econômico, o prefeito de São Paulo e presidente do PSD, Gilberto Kassab, deve reunir a bancada nesta semana para discutir o assunto. A tendência é apoiar Alves. Só a soma dessas bancadas dá ao líder do PMDB uma vitória com ampla margem.
O PMDB, porém, contesta a pesquisa. Integrantes do partido afirmam que ela coloca nomes que não estão em disputa, o que faz Alves perder intenção de votos. Além disso, declaram que ela foi feita para que o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, apenas encampe a candidatura de Delgado.
Isso porque outras simulações da pesquisa mostram um ambiente favorável a candidaturas alternativas. A primeira, ao mostrar que a maioria dos deputados rejeita qualquer influência externa no seu voto, seja ele da presidente Dilma Rousseff (65,6%), do governador do Estado (76,9%) ou do presidente da Câmara, Marco Maia (77,7%).
Dilma e Marco Maia simbolizam, respectivamente, em nome do Palácio do Planalto e do PT, os apoios mais relevantes já obtidos por Henrique Alves. A segunda simulação relevante é a que revela que o acordo de rodízio entre PT e PMDB - que reforça a candidatura de Alves - não interfere no voto da maior parte dos deputados (54,2% contra 40,1%).
São justamente esses dois aspectos da pesquisa que voltam a estimular o PSB a lançar um candidato. "Há possibilidade de uma alternativa. Minha candidatura já passou do meio do rio, está difícil voltar atrás. Já é praticamente irreversível", afirmou Delgado. Ele, porém, ainda aguarda um sinal de Eduardo Campos, que retornava ontem de uma viagem a Europa.
Rose de Freitas também declarou que vai se articular nesta semana em favor de sua candidatura. "Os deputados querem alternativa. O voto em branco hoje está muito grande no plenário. Tem mais de 150 deputados indecisos. A Casa começa a se movimentar para uma alternativa, quem sabe não é esse o momento de construir uma Casa forte".
A pouco mais de dois meses das eleições, as bancadas também começam a se movimentar para escolher seus indicados para a Mesa. O PT escolherá em dezembro entre Paulo Teixeira (SP) e André Vargas (PR); o PSDB está entre João Campos (GO) e Márcio Bittar (AC); o PSD entre Fábio Faria (RN) e José Carlos Araújo (BA); no PR se apresentaram Maurício Quintela Lessa (AL) e Francisco Floriano (RJ).
Mas a depender do resultado da disputa pela liderança, Anthony Garotinho (RJ) pode ser o indicado. E no PP a bancada também aguarda o desfecho pela liderança. O único que já se colocou é o deputado Vilson Covatti (RS). Informações do Valor Econômico.
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