PSB com "um olho no padre e o outro na missa"

O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, fez um balanço do desempenho da legenda nestas eleições municipais e tentou minimizar possíveis atritos com o PT, um aliado histórico; Mas as declarações dadas pelo vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, deixam claro que as intenções socialistas visam o Palácio do Planalto muito em breve

PSB com "um olho no padre e o outro na missa"
PSB com "um olho no padre e o outro na missa" (Foto: FOLHAPRESS)


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Paulo Emílio_PE247 - O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, fez um balanço do desempenho da legenda nestas eleições municipais e tentou minimizar possíveis atritos com ó PT, um aliado histórico. Apesar de desconversar sobre o assunto, uma declaração dada no final da manhã desta segunda-feira (29) pelo vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, deixa claro que as intenções socialistas visam o Palácio do Planalto muito em breve.

Considerando o desempenho do PSB  como “extraordinário – o partido elegeu 442 prefeitos , sendo cinco capitais -, Eduardo disse que agora é hora de descer do palanque e trabalhar pelos municípios. O discurso é praticamente uma “deixa” da fala de Roberto Amaral que em entrevista à Rádio Folha declarou que os socialistas irão trabalhar a sua imagem administrativa de forma nacionalizada e que a sua legenda  “é diferente do PT, PMDB  e outros partidos da base. Temos nosso programa e imagem. Temos nosso ponto de vista”, disse.

O discurso de nacionalização já vem sendo adotado pelo governador pernambucano como a criação de um novo pacto federativo, rediscussão da distribuição dos royalties do petróleo e a descentralização dos investimentos. Estas posições vão de encontro a muitas das que hoje são defendidas pelo Partido dos Trabalhadores, o que pode elevar a temperatura entre as duas siglas muito em breve.

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“Se todas as nossas ideias fossem iguais às do PT, não haveria necessidade de se ter um PSB”, observou Amaral.  Para ele,  uma chapa do PSB em 2014 não é uma opção a ser descartada. “Pode se disputar a gestão em 2014 como também podemos apoiar a Dilma. O quadro está aberto. Hoje a realidade diz que Dilma será reeleita e contamos com isto. É um governo que participamos e temos orgulho em participar”, acrescentou.

A nacionalização do jeito PSB de administrar será o foco, segundo o governador, de um seminário que a legenda irá promover em novembro com os prefeitos eleitos.  Colocando à disposição dos novos gestores técnicos e economistas ligados ao partido, a direção nacional do PSB quer imprimir a sua marca não somente durante a transição mas durante toda a administração, em especial o primeiro ano de mandato, apontado por Campos como o período mais duro para que sejam colocados em prática as ações de governo prometidas ao longo da campanha.

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Apesar da linha divergente entre os dois dirigentes socialistas, tão logo começou a coletiva. Eduardo Campos pediu licença para se retirar por alguns minutos. A razão: um telefonema da presidente Dilma Rousseff que, segundo ele, era para cumprimenta-lo quanto ao resultado das eleições e para tratar de algumas questões administrativas. Uma reunião entre eles deverá ser marcada para os próximos dias. Somente após este encontro é que será conhecido a fundo o futuro da aliança histórica entre as duas legendas.

 

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