Protesto reúne estudantes e policiais

Além dos estudantes, dessa vez participaram do protesto em Maceió policiais civis e militares. Em frente ao Palácio do Governo, os manifestantes pediram a saída do governador Vilela (PSDB). A pauta de reivindicação dos estudantes consta redução da passagem de ônibus na capital, passe livre para estudantes, final de semana com transporte público gratuito para toda a população, desapropriação do terreno invadido no bairro de Santa Lúcia para que as famílias possam construir moradias definitivas e mais políticas públicas de combate à violência. Já as entidades representativas dos policiais reivindicam a aprovação das Propostas de Emendas à Constituição (PECs) 300 e 446, que estipulam piso salarial nacional para policiais civis e militares.

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Alagoas247 - Seguindo tendência nacional, estudantes, representantes da sociedade civil organizada, militares e policiais civis participaram de mais um protesto na tarde desta quinta-feira (27) em Maceió. A concentração, mais uma vez, aconteceu na Praça do Centenário, no Farol, de onde a multidão saiu em caminhada pelas ruas dos bairros do Farol e Centro. O protesto reúne cerca de mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar de Alagoas.

Quando chegaram à Praça dos Martírios, os manifestantes decidiram parar por um momento em frente ao Palácio República dos Palmares e gritaram frases contra o governador Teotônio Vilela Filho. Parte do grupo pedia a saída do chefe do Executivo.

Constam na pauta dos estudantes pelo menos cinco pontos que eles consideraram bandeiras de luta e que vão ser evidenciados na manifestação do dia. Eles cobram a redução da passagem de ônibus na capital do valor atual de R$ 2,30 para R$ 2,10; passe livre para estudantes; final de semana com transporte público gratuito para toda a população; assim como a desapropriação do terreno invadido no bairro de Santa Lúcia para que as famílias possam construir moradias definitivas, e mais políticas públicas de combate à violência.

Na opinião do integrante do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Écio Melo, há cálculos que garantem a possibilidade de a tarifa do transporte coletivo seja reduzida em Maceió. “É um roubo pagar R$ 2,30 pela passagem na capital. Os únicos beneficiários são os empresários, que ficam mais ricos e a população ainda mais prejudicada por não ter um transporte de qualidade e na quantidade adequada”, avaliou.

O jovem também criticou a postura do governo do estado quando o assunto tem sido a insegurança da população. “Mais de mil pessoas já foram assassinadas aqui no Estado em 2013. Não observamos uma postura coesa do poder público para resolver a questão de uma vez por todas”, pontuou.

Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol-AL), Josimar Melo participou do ato público e enumerou dois pontos que leva como pauta da categoria. Segundo ele, os agentes policiais reivindicam a aprovação, o quanto antes, das Propostas de Emendas à Constituição (PECs) 300 e 446, que estipulariam piso salarial nacional para policiais civis e militares.

Além das PECs, o sindicato cobra a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para a classe em Alagoas. “Não precisamos fazer críticas diretas ou indiretas ao governador e ao secretário de Defesa Social. Basta sair às ruas e questionar a população o que ela acha dos dois. Vai saber que, até agora, eles não fizeram nada para mudar a situação desconfortável do estado com relação à falta de segurança. O governo só faz maquiar os indicadores negativos de violência. Compromisso zero com a população”, observou Josimar Melo.

Pelas redes sociais, o Sindpol fez um apelo para que os policiais fossem ao protesto desarmados. De acordo com a entidade, a manifestação seria ordeira e pacífica, logo não tinha necessidade de ir armado.

Com gazetaweb.com

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