Protesto contra reajuste de ônibus deixa um ferido

Uma fotógrafa ficou ficou levemente ferida ao ser atingida por um estilhaço de bomba de gás durante o protesto contra o aumento da tarifa de ônibus ocorrido na noite de ontem; a PM usou a munição química para retirar os manifestantes da Marginal Pinheiros

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Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Uma fotógrafa ficou ficou levemente ferida ao ser atingida por um estilhaço de bomba de gás durante o protesto contra o aumento da tarifa de ônibus ocorrido na noite de ontem (7). A Polícia Militar (PM) usou a munição química para retirar os manifestantes da Marginal Pinheiros, via que foi parcialmente ocupada após eles terem fechado as avenidas Faria Lima e Rebouças. Também ocorreu tumulto na Estação Faria Lima do metrô.

Apesar do gás lançado pelos policiais militares, os manifestantes não se dispersaram. Eles retornaram ao Largo da Batata, ponto de partida da passeata. De acordo com um dos representantes do Movimento Passe Livre (MPL), organizador do protesto, Marcelo Hotimsky, a ação na Marginal Pinheiros faz parte da estratégia de interromper o trânsito em vias importantes como forma de chamar a atenção para a causa. “Parar a Marginal ajuda a parar a cidade. É o que vamos precisar fazer para reverter o aumento da passagem”, disse ao final da manifestação.

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Este foi a segunda manifestação coordenada pelo MPL contra o reajuste de R$ 3 para R$ 3,20 nas passagens das passagens de ônibus, trem e metrô esta semana. No protesto de ontem (6), 15 pessoas suspeitas de causar danos, atos de vandalismo e incêndios foram detidas. O confronto com os policiais militares começou após os manifestantes queimarem catracas de papelão e cones de sinalização ao bloquear a Avenida 23 de Maio na altura do Vale do Anhangabaú. Os PMs usaram bombas de gás e balas de borracha.

Em nota divulgada hoje, o MPL disse que os atos de vandalismo foram uma resposta à “repressão brutal” da polícia e que não incentiva a violência em suas ações. “O Movimento Passe Livre não incentiva a violência em momento algum em suas manifestações, mas é impossível controlar a frustração e a revolta de milhares de pessoas com o Poder Público e com a violência da Polícia Militar”.

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Em entrevista coletiva na noite de ontem, o comandante do policiamento no centro da cidade, coronel Reynaldo Rossi, disse que a repressão foi necessária para desobstruir a via e conter os “focos de incêndio” provocados pelos manifestantes.

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