Programa anticrack de Doria fracassa
Lançado com estardalhaço, o programa anticrack de João Doria foi um fracasso retumbante: apenas 17% dos participantes concluíram a internação; Doria primeiro tentou recolher usuários à força das ruas para reduzir a população da cracolândia, mas foi derrotado na Justiça; depois, resolveu investir na na internação voluntária: não deu certo; a maior parte dos usuários da cracolândia internados pela gestão Doria desistem do tratamento contra o crack antes mesmo de completar a etapa inicial de quatro semanas para desintoxicação
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SP 247 - O programa anticrack do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), mostrou-se um fiasco.
A maior parte dos usuários da cracolândia internados pela gestão João Doria (PSDB) desistem do tratamento contra o crack antes mesmo de completar a etapa inicial de quatro semanas para desintoxicação.
A ação policial que prendeu traficantes e desobstruiu ruas onde funcionava uma feira de droga a céu aberto na cracolândia ocorreu em 21 de maio.
No mesmo dia, Doria deu início ao seu programa anticrack, o Redenção –e, diferentemente de gestões anteriores, priorizou um mutirão para internar os dependentes.
Doria primeiro tentou recolher usuários à força das ruas para reduzir a população da cracolândia, mas foi derrotado na Justiça.
Desde então, foram 842 encaminhamentos voluntários (por vontade do usuário) para desintoxicação em leitos psiquiátricos contratados pela prefeitura –até a semana passada, 108 desses viciados ainda estavam internados.
Entre as 734 internações já concluídas ou interrompidas, só 122 (17%) delas foram levadas até o fim.
A maior parte das internações (536, o equivalente a 73%) foi interrompida a pedido do paciente. O número de desistências pode ser maior: há 76 altas em outras categorias, que incluem transferências e até fuga das clínicas.
As informações são de reportagem de Thiago Amâncio e Juliana Gragnani na Folha de S.Paulo.
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