Professores rejeitam reajuste de 6,5% e aprovam indicativo de greve
O primeiro ato da campanha já está definido: será dia 13 de março, a partir das 8h em frente ao Palácio de Despachos na avenida Adélia Franco. Será o ato pela “Paixão do Piso”. “Os atos promovidos pelo Sintese são sempre imbuídos com grande simbologia. Neste momento os cristãos católicos vivenciam a época da Quaresma, então vamos mostrar nossa paixão pelo piso salarial do magistério e por uma escola pública de qualidade para todos”, apontou a presidente do sindicato, Ângela Maria de Melo.
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Sergipe 247 – O mês de março está chegando e com ele as manifestações dos servidores públicos estaduais por reajuste salarial e por planos de carreira. Na manhã desta terça-feira (26), os professores deram o primeiro passo para a onda de manifestações. A categoria decidiu rejeitar, mais uma vez, o reajuste de 6,5% apresentado pelo Governo em 2012, a aprovação de indicativo de greve e também definiram as ações para o lançamento da campanha salarial 2013.
O pontapé inicial será dado em 8 de março, Dia Internacional da Mulher. A escolha da data é simbólica, pois o magistério é uma categoria composta predominantemente por mulheres, o que justifica iniciar a campanha salarial neste dia. Os professores irão se somar ao ato público promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT).
O primeiro ato da campanha já está definido: será dia 13 de março, a partir das 8h em frente ao Palácio de Despachos na avenida Adélia Franco. Será o ato pela “Paixão do Piso”. “Os atos promovidos pelo Sintese são sempre imbuídos com grande simbologia. Neste momento os cristãos católicos vivenciam a época da Quaresma, então vamos mostrar nossa paixão pelo piso salarial do magistério e por uma escola pública de qualidade para todos”, apontou a presidente do sindicato, Angela Maria de Melo.
Durante a avaliação da campanha salarial 2012, ela ressaltou a maturidade da categoria em rejeitar o índice de 6,5%. O projeto apresentado pelo governo do Estado efetiva o que está na Lei Complementar 213/2011. Essa lei desvinculou o Nível Médio do quadro permanente do magistério, deixando os demais níveis sem referência para o reajuste do piso e a mercê do gestor de plantão para dar o reajuste que o convier. Outro prejuízo provocado pela lei é a extinção da progressão horizontal para os educadores de Nível Médio.
“Os educadores da rede estadual compreenderam que aceitar o índice apresentado no projeto do Governo significa a total destruição da carreira do magistério que foi conquistada com muita luta há quase 40 anos”, disse Ângela Melo.
Após a assembleia, os educadores foram a Assembleia Legislativa e comunicaram aos deputados a decisão da categoria. Em sua fala na tribuna, a deputada Ana Lúcia (PT) apresentou as decisões dos professores e ressaltou a luta do magistério por valorização, melhores condições de trabalho e por uma escola pública de qualidade social.
Com informações da Assessoria de Comunicação do Sintese
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