Professores insatisfeitos com projeto do governo

Categoria marcou nova paralisação para o próximo dia 13 de dezembro; "Este projeto, da forma que foi aprovado, exclui aposentados e licenciados. Tínhamos um projeto para todos. Existem coisas estranhas que acontecem. O dia e o horário desta votação foram muito estranhos", afirma o presidente da APLB, Rui Oliveira; além da greve de 115 dias (a maior da história da Bahia), os professores já fizeram mais duas paralisações somente neste ano

Professores insatisfeitos com projeto do governo
Professores insatisfeitos com projeto do governo (Foto: Edição 247)


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Bahia 247

O projeto enviado pelo Executivo à Assembleia Legislativa com a proposta de progressão de carreira dos professores da rede pública de ensino não agradou a categoria e o clima continua tenso. Em assembleia nesta terça-feira (27), os docentes resolveram fazer uma nova paralisação de 24 horas no próximo dia 13 de dezembro em todo o estado.

Em entrevista ao Bocão News, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Rui Oliveira, criticou a aprovação do projeto enviado pelo Executivo e disse que a categoria reivindica a inserção dos educadores que já se aposentaram, com efeito retroativo.

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"Este projeto, da forma que foi aprovado, exclui aposentados e licenciados. Tínhamos um projeto para todos. Existem coisas estranhas que acontecem. O dia e o horário desta votação foram muito estranhos. Fizemos a nossa parte. Lutamos e protestamos", disse Rui ao site. O líder da APLB prometeu que a entidade vai entrar na Justiça para que toda a categoria seja contemplada com a aprovação do projeto.

A insatisfação dos professores já pôs na conta do governo do estado apenas neste ano uma greve de 115 dias (a maior da história da Bahia) e duas paralisações de 24 horas, além da prometida para dezembro.

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Ainda na matéria do Bocão News, Rui Oliveira, apesar de ter dito que votou em Nelson Pelegrino, do PT, para prefeito de Salvador, admitiu que a greve influenciou o resultado do pleito, do qual o democrata ACM Neto saiu vitorioso.

"Foram 115 dias de greve. Todo movimento grevista, de certa forma, prejudica. Contribuiu para a perda de Pelegrino, mas acredito que não foi determinante. Existiram outros fatores".

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O presidente da APLB fez críticas ao sistema educacional como um todo. "O governo do estado fica muito a desejar. Não fica a contento, apesar de, muitas vezes, ele (o governador Jaques Wagner) tentar realizar as mudanças. Vamos fazer um levantamento de escolas do interior e da capital para serem recuperadas. No geral, não estão boas as instalações das escolas públicas na Bahia".

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