Produtores vencem e parque não muda de local
Ruralistas pressionam e governo cede. Parque de exposições permanecerá no bairro Gameleira. Projeto de revitalização do local inclui centro de convenções, hotel e shopping Center. MP exige melhorias urgentes
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Minas 247 – Depois de muita queda de braço, os produtores rurais enfim conseguiram convencer o governo do estado a manter o Parque de Exposições Bolívar de Andrade, no mesmo local, o bairro Gameleira, em Belo Horizonte. Alegando prejuízo com o fechamento do parque e distanciamento do público, diversas entidades ligadas ao setor agropecuário obtiveram essa garantia do vice-governador Alberto Pinto Coelho.
O projeto de revitalização prevê que o parque será integrado ao Expominas e receberá ainda um hotel, centro de convenções e shopping Center. O Ministério Público e o Corpo de Bombeiros elaboraram planos de segurança que deverão ser executados no local.
Leia a matéria abaixo, do jornalista Pedro Rocha Franco, do jornal Estado de Minas
Depois de os produtores rurais terem chiado por causa da possibilidade de mudança de endereço do Parque de Exposições Bolívar de Andrade, o governo de Minas Gerais reviu a decisão e confirmou que o estabelecimento permanecerá na Gameleira, em Belo Horizonte. A notícia foi dada ontem, durante a abertura da Superagro, feira estadual do agronegócio, pelo vice-governador Alberto Pinto Coelho. Ele afirmou que a procura por terrenos “é página virada”, mas que a implantação no local de um centro de convenções e de um hotel foram mantidas, provavelmente com a inclusão de um shopping center, integrando o Expominas e o Parque de Exposições. Na semana que vem termina o prazo da consulta pública para manifestação das empresas que podem trabalhar na modernização do espaço. Até o momento cinco interessados na obra se apresentaram. “Permanecendo aqui estamos respeitando os interesses do agronegócio mineiro”, afirma o vice-governador.
Produtores rurais do estado deram um abraço simbólico no Parque de Exposições como forma de protestar contra a possibilidade de mudança. Desde que foram informados da ideia, criadores se mostraram contrários e em audiências públicas na Assembleia Legislativa pediram a manutenção do parque na Gameleira. “Já fui procurado por mais de 20 entidades do setor que alegaram sofrer prejuízos com o fechamento do parque”, afirmou o deputado estadual Fabiano Tolentino (PSD), um dos organizadores do protesto.
A ideia de mudar o parque de lugar surgiu da tentativa de integrar o local ao Expominas. Com isso, o novo empreendimento passaria a ter 283 mil metros quadrados, aumento superior a 50% da área atual. Outro argumento era o de que o espaço seria insuficiente para os padrões das exposições, com alojamento para apenas 3 mil animais. Para solucionar a falta de espaço, foram instaladas baias de ferro para equinos no estacionamento. Por isso, três áreas, situadas em Contagem, Confins e Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com extensão até 12 vezes maior, e pertencentes ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) foram identificados como próprias para abrigar o novo parque. Mas o risco de distanciamento do público provocou receio das associações de ruralistas.
Outro ponto apontado para justificar a mudança referia-se às exigências da Prefeitura de BH, Ministério Público, Corpo de Bombeiros e Ministério Público do Trabalho para que fosse feito tratamento de efluentes e elaborado um projeto de segurança. O Ministério Público do Trabalho exigiu a construção de alojamentos adequados para os cerca de 500 tratadores de animais que trabalham durante as exposições.
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