Procurador-geral de SP nega interferência de Alckmin em investigação de caixa 2

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Poggio Smanio, negou que o ex-governador e candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB) tenha tentado interferir nas investigações que apuram se ele teria recebido propina por meio de caixa 2 para irrigar campanhas eleitorais.; "Omeu relacionamento e o de todos os membros do Ministério Público com membros do Executivo, Legislativo e Judiciário se dá estritamente no plano institucional. O ex-governador jamais pediria algo assim. E isso vale para políticos de todos os partidos", disse

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alckmin (Foto: Paulo Emílio)


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São Paulo 247 - O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Poggio Smanio, negou que o ex-governador e candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB) tenha tentado interferir nas investigações que apuram se ele teria recebido propina por meio de caixa 2 para irrigar campanhas eleitorais. Smanio retirou o inquérito civil da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público alegando a necessidade de verificar se a competência é realmente da promotoria. O promotor Ricardo Manuel Castro, encaminhou os autos solicitados, mas protocolou representação junto ao Conselho Nacional do Ministério Público para retomar as investigações.

Em entrevista ao Estadão, Smanio destacou que solicitou "a remessa do inquérito civil para, conforme determina o artigo 115 da Lei Orgânica do Ministério Público, me manifestar sobre o questionamento acerca da atribuição da investigação no âmbito da instituição. Não decidi isso de ofício. Fui provocado por petição do advogado do ex-governador Geraldo Alckmin", afirmou. Segundo ele não houve interferência "e por uma razão simples: o meu relacionamento e o de todos os membros do Ministério Público com membros do Executivo, Legislativo e Judiciário se dá estritamente no plano institucional. O ex-governador jamais pediria algo assim. E isso vale para políticos de todos os partidos", disse.

Segundo ele, a defesa de Alckmin alega "que os fatos reportados no inquérito civil se circunscrevem à esfera eleitoral e também que, em eventual ato de improbidade, a atribuição para investigar é do procurador-geral de Justiça. A Lei Orgânica do Ministério Público estabelece, no artigo 115, que cabe ao PGJ (Procurador-geral de Justiça) decidir sobre as questões de atribuição como as suscitadas na petição. Essa análise tem que ser feita à luz dos preceitos legais. Eu não posso pedir licença para cumprir a lei, eu tenho que cumprir a lei", afirmou.

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Leia a íntegra da entrevista.

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