Problemas com segurança no novo Independência
No primeiro grande teste do estádio depois da reforma, na partida entre Atlético-MG e Corinthians, atleticanos jogaram bombas sobre corintianos nas ruas de acesso ao local da partida. Polícia admite que as vias estreitas dificultam a segurança
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Minas 247 - Em seu primeiro grande teste desde que foi reaberto, o novo estádio Independência, em Belo Horizonte, não passou com louvor. Problemas com a segurança foram observados principalmente nas ruas que dão acesso ao estádio, no bairro Horto, zona leste da capital mineira. São vias mais estreitas e que, como admite a própria Polícia Militar, tornam quase impossível evitar confronto entre duas torcidas adversárias.
Confira a matéria do jornalista Alberto Ribeiro, do jornal Hoje em Dia:
O estádio Independência mal foi reinaugurado e, aos poucos, as questões envolvendo a segurança do local para grandes partidas já começam a ser questionadas. A confusão envolvendo corintianos e atleticanos, no primeiro teste de fogo da nova Arena, no último domingo, foi um indício de que os responsáveis por manter a ordem no local terão muito trabalho.
Na ocasião, os atleticanos jogaram bombas e pedras em direção aos corintianos, o que gerou grande tumulto no local. Um problema que já era previsto, pois o acesso da Fiel foi pela rua Ismênia Tunes, mesmo local de entrada dos portadores do programa sócio-torcedor “Galo na Veia”. Encurralados em um dos portões da rua, os cerca de 2 mil torcedores do time paulista tiveram dificuldades para assistir à partida. A maioria só entrou meia hora depois que o jogo havia começado.
Os torcedores do time paulista também tiveram problemas para deixar o Independência. Por 40 minutos, foram obrigados a ficar “presos” em uma área do estádio, sem poder sair nem voltar para as arquibancadas (veja relato abaixo).
A Polícia Militar admite que existiu falha operacional no domingo. No entanto, no caso específico dos corintianos, o comandante de policiamento especializado, coronel Carvalho, dá outra versão. “Na verdade, eles tiveram que esperar nas arquibancadas, mas optaram por ficar no setor onde há bares e banheiros”, rebate.
Na avaliação dele, a confusão registrada momentos antes de a bola rolar é um problema que deverá ser enfrentado, já que, além de poucas opções, as ruas de acesso ao Independência são estreitas, o que torna praticamente impossível evitar o encontro entre os torcedores rivais.
“O grande problema é que tanto o estádio quanto as ruas do seu entorno são pequenas, o que dificulta ainda mais a segurança. E, no domingo, a maioria dos torcedores que estavam na confusão são da região metropolitana. Escoltamos cinco ônibus que vieram de São Paulo, desde a barreira que fica em Betim até o estádio. No caso dos torcedores que moram em Belo Horizonte é difícil fazer essa segurança, porque eles são ‘livres’. É uma dificuldade operacional”, admite.
De acordo com o coronel, essa dificuldade era minimizada no Mineirão, que está fechado desde 2010 para obras visando à Copa de 2014. Historicamente, no Gigante da Pampulha, o principal acesso dos atleticanos é a avenida Antônio Carlos, enquanto os cruzeirenses chegam pela avenida Carlos Luz. A estratégia servia para evitar o encontro entre os torcedores rivais de Minas ou de outros estados.
Segundo coronel Carvalho, estão sendo estudadas novas medidas de segurança para que o fato não se repita, já que o estádio do Horto será a principal casa de Atlético e Cruzeiro no Campeonato Brasileiro. Pelo menos mais dois jogos com histórico de torcidas rivais ocorrerão no Independência, ainda no primeiro turno. No dia 29 de julho, o Cruzeiro recebe o Palmeiras. Já no dia 15 de agosto, a Raposa enfrenta o Fluminense.
“Estamos conversando com a BWA (empresa que administra o Independência), com a Federação Mineira de Futebol, com a BHtrans para procurar uma forma de melhorar a segurança, porque não temos muitas alternativas. Mas, para cada jogo, é feito um planejamento diferente”, informa.
A BWA esclarece que não vai se pronunciar sobre o incidente de domingo, já que foi uma ação pontual da polícia. Segundo a empresa, a segurança externa da arena é responsabilidade da PM e o que resta é apoiar as ações da entidade.
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