Primeira missão de Humberto Costa
Confirmado como pré-candidato do PT à Prefeitura do Recife, o parlamentar tentará convencer o chamado bloco alternativo, liderado pelo senador Armando Monteiro Neto (PTB), a integrar o seu futuro palanque. O grupo havia rompido com o prefeito João da Costa por entender que ele não reunia as condições para comandar uma grande coalisão na sucessão municipal
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PE247 – O senador Humberto Costa ainda não foi anunciado oficialmente como o candidato do PT à Prefeitura do Recife – isso será feito em coletiva de imprensa a ser concedida, à tarde, pelo presidente Rui Falcão -, mas já tem a sua primeira missão definida. O parlamentar tentará convencer o chamado bloco alternativo, liderado pelo senador Armando Monteiro Neto (PTB), a integrar o seu futuro palanque. O Grupo, composto ainda pelo PV, PDT, PP, PRB e PSC, rompeu com a gestão do prefeito João da Costa por entender que o atual chefe do Executivo recifense não gozava das condições necessárias para manter-se à frente do processo sucessório da capital. Com o nome do gestor rifado pelo comando nacional do PT, essa discussão parece ter sido zerada.
No entanto, o senador Humberto Costa deverá encontrar uma certa resistência no grupo alternativo, uma vez que o colegiado aprofundou o seu debate sobre o lançamento de uma candidatura própria. E, como a eleição deste ano ecoará no pleito de 2014, alguns interesses podem sem conflitantes neste momento. O senador Armando Monteiro Neto tem pretensões de concorrer, daqui a dois anos, o Governo do Estado e vê na atual disputa uma possibilidade de projetar mais o seu nome na capital pernambucana.
O próprio nome de Armando já surgiu como uma opção real do grupo alternativo para o pleito de outubro. O senador garante que não pensa nessa disputa, porém, em nenhum momento a descartou por completo. Espera-se que, muito em breve, o parlamentar sinalize como o seus liderados irão se comportar após a decisão do PT de lançar o senador Humberto Costa.
Todavia, com relação à inclusão dos alternativos no seu futuro palanque, o pré-candidato petista deverá ter um agente facilitador no caso: o governador Eduardo Campos (PSB). O socialista, que trabalhou pela indicação de Humberto junto ao ex-presidente Lula, deverá entrar nas discussões sobre a corrida sucessória do Recife com mais afinco.
Em declarações a interlocutores, Eduardo já deixou claro que não quer ver a sua coalisão - Frente Popular de Pernambuco – se desfazendo neste momento. O governador deixará Humberto Costa caminhar com as próprias pernas, mas acompanhará cada passo do petista até o desfecho das articulações.
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