Pressão de moradores cancela hotel na Pampulha

Empresa dona da marca Go Inn desistiu da construo de dois hotis de 13 andares perto da orla da Lagoa



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Minas 247 - Deu certo a pressão dos moradores da região da Pampulha, em Belo Horizonte: a empresa responsável pelos dois hotéis a serem construídos perto da orla da Lagoa desistiu do projeto. A administradora Atlantica Hotel International, dona da marca Go Inn anunciou a desistência nesta terça-feira.

O hotel, na avenida Alfredo Camarate, deveria ter 13 andares, o que acabou assustando os moradores, que temem o início de um processo de verticalização da região. Mas ainda há possibilidade de o hotel sair do papel: a Brisa Empreendimentos Imobiliários, responsável pela construção, poderá escolhar outra empresa interessada em explorar o empreendimento.

 

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Leia abaixo texto do jornalista João Henrique do Vale no portal em.com (ou clique aqui e para lê-lo no próprio site do portal):

 

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MP quer suspensão de licença para construção de hotéis na Pampulha

 

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A resistência de moradores da Pampulha e a polêmica gerada por causa da construção de dois hotéis na Avenida Alfredo Camarate fez a administradora Atlantica Hotel International, dona da marca Go Inn, desistir do projeto. O hotel, que será construído pela Brisa Empreendimentos Imobiliários, foi projetado para ter 59 metros e 13 andares. A empresa responsável pela marca Go Inn havia apresentado uma carta de intenções para usar a estrutura, mas não assinou o contrato de administração do edifício. Com o anúncio da desistência, a Brisa terá que escolher outro empresa interessada em explorar o prédio.

Apesar da pressão da comunidade, a Justiça e a prefeitura de Belo Horizonte se posicionaram favoravelmente à liberação das construções. Além do prédio da Brisa, outro edifício de 48 metros deverá abrigar o Hotel Bristol Stadium. Uma longa batalha se travou entre associação de moradores, Conselho Municipal de Política Urbana (Compur) e construtoras. O Ministério Público de Minas Gerais entrou na Justiça para impedir as obras, porém o juiz Alyrio Ramos, da 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal, indeferiu a solicitação e autorizou os hoteis no cartão-postal de BH.

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A obra na Pampulha foi permitida após uma mudança na Área e Diretrizes Especiais (ADE). As leis 9.952, conhecidas como Lei da Copa, e 9.959, que revisou a Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo de Belo Horizonte, aprovadas em 2010, permitiram a construção de mais andares em hotéis, para estimular o crescimento da infraestrutura hoteleira, visando o Mundial de 2014. Porém, essas mudanças revoltaram a população, que é contra a verticalização da região. Moradores alegam que a área não está preparada para os impactos ambientais e problemas de mobilidade urbana que os empreendimentos trarão.

O em.com entrou em contato com a Brisa Empreendimentos Imobiliários e aguarda retorno.

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Novo hotel

Como o investimento na Região da Pampulha se tornou inviável, a Atlantica Hotel International anunciou que vai administrar um outro hotel na capital. A empresa dona da marca Go inn ainda não desistiu de projetos para a Copa em BH. O outro prédio deve ser construído perto do Shopping Del Rey, no Bairro Caiçara, na região noroeste, a cerca de quatro quilômetros do Mineirão.

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