Presos suspeitos de roubar e adulterar leite em Goiás
Prisões ocorreram em Morrinhos, a 128 quilômetros de Goiânia; quadrilha era investigada desde novembro último, após denúncia do Sindileite; cargas eram levadas para fazenda em Buriti Alegre, onde ao leite eram adicionados sal, açúcar e água para aumentar o volume; o delegado de Morrinhos, Rilmo Braga, disse que os produtos utilizados na adulteração eram armazenados sem as mínimas condições de higiene, em meio a baratas
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Luciene Cruz
Repórter da Agência Brasil
A Polícia de Goiás prendeu nesta segunda-feira (20) sete pessoas suspeitas de integrar quadrilha de roubo e adulteração de leite em vários municípios do Estado. As prisões ocorreram em Morrinhos, cidade localizada a 128 quilômetros da capital Goiânia.
Em nota, a Polícia Civil de Morrinhos informou que investigava a quadrilha desde novembro do ano passado, após denúncias do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Goiás (Sindileite) sobre roubo do produto no sul do estado. Em umas das rotas monitoradas, a polícia encontrou três caminhões que transportaram, na última semana, 700 mil litros de leite adulterado.
Segundo as investigações, a carga era roubada e levada para uma fazenda na região do trevo de Buriti Alegre, onde o produto era adulterado com substâncias que aumentavam a quantidade do leite. Eram adicionados sal, açúcar e água.
“Possivelmente, revendia-se esse leite desviado de grandes laticínios, após adulterar o produto, para laticínios piratas na região, onde eram produzidos queijos e derivados sem qualquer procedência”, disse o delegado da Polícia Civil de Morrinhos, Rilmo Braga, em comunicado.
Foram apreendidas centenas de litros da mistura usada na adulteração do leite, que era revendido aos laticínios piratas. Cálculos preliminares apontam que a quadrilha furtava aproximadamente R$ 60 mil por mês dos cooperados de Morrinhos. De acordo com o comunicado, as investigações continuam e mais suspeitos podem ser presos ainda hoje.
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