Presídio de Anápolis começa a ser construído

Secretário de Segurança Pública lança obra do Complexo Prisional de Anápolis; unidade poderá abrigar 300 detentos e vai ter foco na ressocialização; obra é prevista para durar no máximo 18 meses e será realizada por convênio entre Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e governo do Estado

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Goiás 247_ Começou nesta terça-feira a construção do Complexo Prisional de Anápolis, no quilômetro 433 da BR-414. A previsão é que a obra, que custará cerca de R$ 9,6 milhões, seja concluída no prazo máximo de 18 meses. Os recursos são de convênio entre o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e do governo do Estado. A unidade poderá abrigar até 300 presos e tem capacidade para ser ampliada. O terreno doado pelo município supera os 160 mil metros quadrados e a área de implantação é de 31,4 mil metros quadrados.

A obra será executada por uma empreiteira de Anápolis. A fiscalização da execução ficará a cargo da Agetop. A Secretaria de Segurança Pública e Justiça (SSPJ) também formou um grupo de oito engenheiros e arquitetos para acompanhar todo o processo. 

O secretário de Segurança Pública e Justiça, Joaquim Mesquita, explicou que a alta demanda por vagas no sistema prisional é semelhante em todo o País. Em Goiás, durante aproximadamente cinco anos nenhuma unidade foi ampliada ou construída. A escassez de vagas vivida hoje é reflexo desse período sem investimento. Agora o Estado inicia série de obras que darão folego ao sistema.

Além do presídio de Anápolis, já foram licitados presídios para Águas Lindas, Formosa e Novo Gama. Todas unidades serão similares, com 300 vagas cada, acrescendo 1,2 mil vagas no sistema prisional. Ao todo, serão investidos R$ 46,8 milhões. As estruturas existentes nos municípios que receberão os novos presídios não serão desativadas, mas receberão melhorias. É o caso, por exemplo, de Anápolis, onde o Centro de Inserção Social será ampliado, com a abertura de mais 86 vagas.

Estrutura

O presídio de Anápolis terá corpo da guarda, módulo de administração, central de gás, sistemas de abastecimentos de água e de energia, módulo de saúde, módulo de segurança e manutenção e os alojamentos dos presos – divididas em duas alas, com 150 celas cada. “Aqui nós teremos todas as condições de fazer um trabalho de ressocialização”, destacou o presidente da Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (Agsep), Edemundo Dias.

Dentro do módulo de segurança haverá ambientes para uma série de atividades, como sala de multiatendimento, sala de aula, refeitório, pátio de sol, área para encontro íntimo, área para atendimentos psicológico e espiritual. O presídio ainda terá galpão dividido em módulos para atender as indústrias que têm interesse em se instalarem no local para parcerias com o sistema prisional no emprego de presos. Nos perímetros de segurança do presídio, estão previstas oito guaritas de segurança, sendo quatro internas e quatro externas.

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