Presidentes de Apple e IBM defendem mais supervisão sobre uso de dados após escândalo com Facebook

O Facebook está sob intensas críticas de usuários, legisladores e investidores após denúncia de que permitiu que a consultoria britânica Cambridge Analytica utilizasse indevidamente dados da rede social para construir perfis de eleitores que depois foram usados para ajudar a eleger o presidente dos EUA, Donald Trump, em 2016.

Presidentes de Apple e IBM defendem mais supervisão sobre uso de dados após escândalo com Facebook
Presidentes de Apple e IBM defendem mais supervisão sobre uso de dados após escândalo com Facebook


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(Reuters) - Executivos da Apple e da IBM pediram mais supervisão sobre como dados pessoais são usados, após a revelação de que informações de cerca de 50 milhões de usuários do Facebook foram utilizadas indevidamente pela consultoria Cambridge Analytica.

Falando no Fórum de Desenvolvimento da China em Pequim, o presidente-executivo da Apple, Tim Cook, disse que regulamentação “bem elaborada” é necessária, enquanto a presidente da IBM, Virginia Rometty, disse que os usuários devem ter mais atuação sobre seus próprios dados.

“Está claro para mim que algo, alguma grande mudança profunda é necessária”, disse o chefe da Apple, Tim Cook, no sábado.

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“Eu,pessoalmente, não sou um grande fã da regulação porque às vezes a regulamentação pode ter conseqüências inesperadas, mas acho que essa situação é tão terrível e se tornou tão grande que provavelmente é necessária uma regulamentação bem elaborada”, disse Cook, que copresidiu o evento este ano.

O Facebook está sob intensas críticas de usuários, legisladores e investidores após denúncia de que permitiu que a consultoria britânica Cambridge Analytica utilizasse indevidamente dados da rede social para construir perfis de eleitores que depois foram usados para ajudar a eleger o presidente dos EUA, Donald Trump, em 2016.

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Na sexta-feira, parlamentares dos EUA solicitaram oficialmente que Mark Zuckerberg, presidente do Facebook, explique em uma audiência do Congresso do país como os dados dos usuários foram liberados para a consultoria.

A violação provocou um intenso debate sobre a responsabilidade das grandes empresas de tecnologia em informar adequadamente os usuários sobre como seus dados são usados.

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“Se você vai usar essas tecnologias, precisa dizer às pessoas que está fazendo isso, e elas nunca devem se surpreender”, disse a presidente-executiva da IBM.

“(Temos que permitir) que as pessoas optem por entrar e optem por sair, e que seja claro que a propriedade dos dados pertence ao criador deles”, disse Rometty.

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A China, onde o fórum está sendo realizado, também está buscando reforçar as regras sobre privacidade pessoal após uma série de erros cometidos pelas principais empresas de tecnologia, incluindo a firma de buscas Baidu e a afiliada de pagamento do Alibaba Group Holding, a Ant Financial.

“A China tem se tornado cada vez mais consciente desse problema e tem reforçado as leis relevantes de forma mais clara e forte”, disse o chefe da Baidu, Robin Li, no mesmo evento.

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“Eu acho que o povo chinês é mais aberto, ou menos sensível à questão da privacidade. Se eles são capazes de trocar(privacidade) por conveniência, segurança ou eficiência - em muitos casos eles estão dispostos a fazer isso”, disse Li.

Em janeiro, um grupo de consumidores de Jiangsu, no leste da China, entrou com uma ação contra a Baidu alegando que a empresa estava coletando dados pessoais ilegalmente.

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Por Mathew Miller e Cate Cadell

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