Presidente estadual do PSDB acusa PT de traição em BH
Deputado federal Marcus Pestana (PSDB) afirma que petistas usufruíram do poder durante três anos e meio e, ás vésperas da disputa, viraram as costas para Lacerda. Caciques tucanos afiaram o discurso em encontro no apartamento do senador Aécio Neves
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Minas 247 – O presidente estadual do PSDB em Minas, o deputado Federal Marcus Pestana, acusou o PT de traição ao abandonar a aliança em torno da reeleição de Márcio Lacerda (PSB). Em encontro onde estiveram presentes líderes do PSDB no estado, realizado no apartamento do senador Aécio Neves (PSDB), Pestana garantiu que os tucanos não pretendem reivindicar a vaga de vice na chapa de Lacerda. O prefeito já afirmou que, confirmando a ruptura com o PT, o vice será Josué Valadão, do Partido Progressista (PP).
Confira a matéria do jornalista Leonardo Augusto, do jornal Estado de Minas
O presidente estadual do PSDB em Minas Gerais, Marcus Pestana, classificou de traição a quebra de rota do PT rumo ao lançamento de candidatura própria, retirando o apoio à reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB). Conforme o tucano, o partido usufruiu do poder durante três anos e meio e, às vésperas da disputa, virou as costas para o prefeito. Lacerda venceu o pleito em 2008 com o apoio das três legendas.
Segundo Pestana, o PSDB não pretende reivindicar a vice-prefeitura na chapa que disputará a reeleição. Antes da mudança de posicionamento do PT, o posto seria ocupado por um dos deputados federais petistas em Minas, Miguel Corrêa Júnior. O rompimento do partido com Lacerda aconteceu depois que o PSB se negou a coligar com o PT na disputa por cadeiras na Câmara Municipal. “Mais do que nunca estamos unidos em torno da reeleição do prefeito. Agora, revigorados”, disse Pestana.
O discurso do PSDB foi afinado nessa segunda-feira em duas reuniões no apartamento do senador Aécio Neves no Anchieta, Zona Sul de Belo Horizonte. Na primeira, que ocorreu entre 12h e 13h, o parlamentar conversou com o governador Antonio Anastasia e com o prefeito Lacerda. Na segunda, no meio da tarde, estiveram na residência do senador Marcus Pestana, o presidente municipal do PSDB, João Leite, e o secretário de Estado de Governo e principal articulador político de Aécio, Danilo de Castro. Nenhum dos dois encontros contou com a participação do presidente estadual do PSB, Walfrido dos Mares Guia, nem do presidente municipal, João Marcos Lobo.
O tom extraído dos encontros foi no sentido de evitar qualquer temor em relação principalmente à possibilidade de Lacerda enfrentar o ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Patrus Ananias, ex-prefeito da capital, considerado como o único capaz de unir o PT em Belo Horizonte. O partido nos últimos três anos se dividiu entre os que defendiam candidatura própria e os que apoiavam a reeleição de Lacerda. “Em 2010 Anastasia foi eleito com o triplo dos votos de Hélio Costa, que tinha Patrus como vice e o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, lembrou Pestana.
A possibilidade de o PMDB apoiar a candidatura do PT, inclusive com a indicação do vice na chapa, também não incomodou os tucanos, ao menos a julgar pelas declarações oficiais. “É até natural que isso aconteça, já que os dois partidos estão juntos no apoio ao governo federal”, argumenta o presidente municipal do PSDB de Belo Horizonte, João Leite.
A briga entre PT e PSB por causa da disputa por vagas na Câmara Municipal ocorreu porque, conforme cálculos dos correligionários de Lacerda, a união com os agora ex-aliados reduziria o número de vereadores do partido na Casa. Os números citados por parlamentares dão conta de que, sozinho, o PSB veria a bancada aumentar de três para seis cadeiras. Já com o PT, a legenda conseguiria eleger no máximo dois vereadores. Nas coligações, partidos com candidatos mais bem votados levam vantagem em relação a aliados com menos potencial para conquista de eleitores
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