Presidente da CUT-MG: “a greve faz parte da luta da vida contra a morte”

As paralisações em Minas Gerais – contra as reformas trabalhista, da Previdência, a terceirização, e com as pautas "Fora, Temer" e “Diretas, já” -  atingem todo o Estado, com a adesão de categorias de todos os setores, 32 manifestações estão programadas na capital e no interior; presidente da CUT-MG, Beatriz Cerqueira diz que “a Greve Geral faz parte de uma luta da vida contra a morte. É a luta pelo direito ao emprego, para que as pessoas continuem tendo direito à carteira assinada”; Michel Temer também foi o presidente do País a ser denunciado por corrupção e, segundo o Datafolha, tem a menor popularidade em 28 anos, com 7% de aprovação

As paralisações em Minas Gerais – contra as reformas trabalhista, da Previdência, a terceirização, e com as pautas "Fora, Temer" e “Diretas, já” -  atingem todo o Estado, com a adesão de categorias de todos os setores, 32 manifestações estão programadas na capital e no interior; presidente da CUT-MG, Beatriz Cerqueira diz que “a Greve Geral faz parte de uma luta da vida contra a morte. É a luta pelo direito ao emprego, para que as pessoas continuem tendo direito à carteira assinada”; Michel Temer também foi o presidente do País a ser denunciado por corrupção e, segundo o Datafolha, tem a menor popularidade em 28 anos, com 7% de aprovação
As paralisações em Minas Gerais – contra as reformas trabalhista, da Previdência, a terceirização, e com as pautas "Fora, Temer" e “Diretas, já” -  atingem todo o Estado, com a adesão de categorias de todos os setores, 32 manifestações estão programadas na capital e no interior; presidente da CUT-MG, Beatriz Cerqueira diz que “a Greve Geral faz parte de uma luta da vida contra a morte. É a luta pelo direito ao emprego, para que as pessoas continuem tendo direito à carteira assinada”; Michel Temer também foi o presidente do País a ser denunciado por corrupção e, segundo o Datafolha, tem a menor popularidade em 28 anos, com 7% de aprovação (Foto: Leonardo Lucena)


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Minas 247 - A presidente da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT-MG), Beatriz Cerqueira, e dirigentes sindicatos CUTistas e de entidades sindicais apresentaram um balanço da Greve Geral em Minas Gerais, que acontece nesta sexta-feira (30). As paralisações – contra as reformas trabalhista, da Previdência, a terceirização, e com as pautas "Fora, Temer" e “Diretas, já” -  atingem todo o Estado, com a adesão de categorias de todos os setores, 32 manifestações estão programadas na capital e no interior. Em Belo Horizonte, a concentração começou a partir das 9 horas, na Praça da Estação, na Região Central. Além das atividades ao longo do dia, será realizada uma Audiência Pública sobre a reforma trabalhista, às 15 horas, na Assembleia Legislativa.

“A Greve Geral faz parte de uma luta da vida contra a morte. É a luta pelo direito ao emprego, para que as pessoas continuem tendo direito à carteira assinada. Assistimos ontem (quarta-feira, 28) algo vergonhoso, que foi a aprovação da Comissão de Constituição e Justiça do projeto de reforma trabalhista. Entre as categorias que aderiram à greve estão os metroferroviários, que o Judiciário sempre tenta impedir a participação com multas. A multa é de todos, ela é de classe. Já são mais de R$ 800 mil, porque a categoria participou da Greve Geral. A multa não é apenas do Sindimetro-MG. A CUT e as demais categorias vão assumir a multa”, disse Beatriz Cerqueira, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (29).

De acordo com a sindicalista, “a greve é um enfrentamento ao sistema. Não é um passeio”. “O balanço é de uma greve vitoriosa depois de tudo que temos enfrentado com esse governo ilegítimo. No dia 24 de maio, 200 mil pessoas estiveram em Brasília. Numa situação como essa, as  centrais sindicais seriam chamadas para conversar. Mas, não, o Temer baixou um decreto e a manifestação foi reprimida. As pessoas feridas não tiveram atendimento. Nossa capacidade de fazer uma nova greve geral é vitoriosa. É um balanço extremamente positivo. A paralisação não é só de categoria é de luta de classe”, disse.

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Beatriz Cerqueira afirmou que, se o governo fosse sério, as reformas seriam debatidas com a classe trabalhadora e com a população. “Não houve debate sobre qualquer reforma. E, quando quisemos manifestar nossa opinião, não encontramos espaço na maioria dos meios de comunicação. O empresário defende a terceirização, a reforma trabalhista, mas nós não somos ouvidos. Há uma deturpação do debate, como se mudar mais de 100 artigos da CLT se resumisse ao Imposto Sindical”, continuou.

“Tentam resumir a reforma trabalhista num debate sobre o imposto sindical, uma estratégia para enfraquecer a organização sindical. A população tem o direito de formar sua opinião e não temos como dialogar com ela através dos meios de comunicação. Quando fazemos greve, somos taxados de vagabundos. Quando acontece na França, é lindo. Aqui é coisa de vagabundo. É preciso entender que, com as reformas, as próximas gerações vão sofrer”, acrescentou.

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Romeu José Machado Neto, presidente do Sindimetro-MG, afirmou que os metroferroviários decidiram pela paralisação total em assembleia geral. “É preciso somar na mobilização. A categoria está sintonizada com os movimentos e os 1.300 trabalhadoras e trabalhadores vão parar. Se não fizermos nada, as reformas vão passar. O Congresso que está aí não nos representa. Não votamos neles para aprovar reformas que tiram direitos e conquistas, que representam o retrocesso. Nosso movimento é legítimo. Gostaríamos que o Judiciário fosse ágil em outras demandas, assim como o é sempre que fazemos greve. Os metroviários são conscientes dos seus direitos”, disse.

“O Sindieletro  realizou 72 assembleias em todo o Estado. A categoria aprovou a adesão à Greve Geral e refirmou o compromisso dos trabalhadores com a luta contra as reformas. A multa dos metroviários também é nossa. Vamos denunciar, também, outras práticas golpistas. O governo anunciou o leilão de quatro usinas da Cemig. É privatização, que vai impactar os consumidores. A privatização não nos interessa e nem à população”, afirmou Jefferson Leandro Teixeira da Silva.

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“Bancárias e bancários decidiram, por unanimidade, aderir à Greve Geral em assembleia no dia 22. Como cerca de 8 mil trabalhadoras e trabalhadores de 55 cidades. E, desde então, temos conversado com as pessoas para mostrar o que significam as reformas. É o fim dos concursos, de tudo que conquistamos”, disse Eliana Brasil, presidenta do Sindicato dos Bancários.

Anselmo Braga, do Sindipetro-MG, revelou que, para os petroleiros, a greve é por tempo indeterminado. “Aprovamos a paralisação de 100%. Vamos parar e vamos para a rua. A Petrobras tem sofrido vários ataques, que queremos reverter. Estão colocando as nossas vidas em risco, com a redução do número de funcionários. A Refinaria Gabriel Passos (Regap)  abastece Minas Gerais com apenas 60 pessoas e querem reduzir ainda mais o quadro de pessoal. Queremos fazer um alerta às pessoas. Podemos ter uma nova Vila Socó, quando, em 1984, um vazamento matou 90 pessoas. E isso pode voltar a acontecer, com a política de redução de investimento em manutenção. A greve é em defesa da vida.”

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Participaram também da coletiva à imprensa Jairo Nogueira Filho, secretário-geral da CUT/MG; Eliana Brasil, presidenta do Sindicato dos Bancários de BH, Contagem e Região; Romeu José Machado Neto, presidente do Sindicato dos Metroviários (Sindimetro-MG); Anselmo Braga, coordenador do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-MG); Jefferson Leandro Teixeira da Silva, coordenador-geral do Sindieletro-MG; e Lindolfo Fernandes de Castro, Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco-MG).

Balanço da Greve Geral do dia 30 de junho CUT Minas Gerais

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Paralisação:

1 – Metroviários de Belo Horizonte

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2 – Trabalhadoras e trabalhadores bancários de Belo Horizonte e Região

3 – Trabalhadoras e trabalhadores da Cemig

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4 - Trabalhadoras e trabalhadores da Copasa

5 – Rede Estadual de Educação

6 – Rede Estadual de Saúde

7 – Petroleiros

8 – Técnico-administrativos da UFMG, da UFVJM, do Cefet e do IFMG de BH e interior

9 – Servidores municipais de Belo Horizonte

10 – Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Extração de Ferro e Metais Preciosos de Brumadinho e FTIEMG

11 – Metalúrgicos de BH e Contagem, Alfenas, Cambuí, Extrema, João Monlevade, Santa Luzia, Varginha, Juiz de Fora, Matozinhos, Pouso Alegre, Timóteo e Vespasiano

12 – Sindicato dos Bancários de Divinópolis

13 – Bancárias e bancários de Juiz de Fora

14 – Bancárias e bancários de Patos de Minas

15 – Trabalhadoras e trabalhadores da Agricultura Familiar com mobilização em todo o Estado (Espera Feliz, Caparaó, Divino, Orizânia, Santa Margarida, Tombos, Pedra Dourada, Simonésia, São José de Mantimentos, Santana do Manhuaçu, Santa Bárbara, Alvinópolis, Caiana, Catas Altas, entre outras cidades)

17 – Assalariados rurais do Sul de Minas

18 – Trabalhadoras e trabalhadores dos Correios

19 – Servidoras e servidores de Timóteo

20 – Servidoras e servidores de Coronel Fabriciano

21 – Servidoras e servidores de Ipatinga, entre outras categorias

Manhuaçu,  Juiz de Fora, Capinópolis, Araguari,  Conselheiro Lafaiete,  Muriaé, Ituiutaba, Caratinga, Governador Valadares, Varginha, Ribeirão das Neves, Montes Claros, Pouso Alegre, Cataguases, Leopoldina, Volta Grande, Nanuque, Pará de Minas, Timóteo, Ipatinga, Ouro Preto, Uberlândia, Itaúna, Divinópolis, Patrocínio, Uberaba, Diamantina, Unaí, Pirapora, Alfenas, Paracat, Poços de Caldas, Ponte Nova e Passos

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