Presidente da AMM sobre Lei Kandir: ‘governo Temer empurra com a barriga’

O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Moema, Julvan Lacerda (PMDB), bateu duro no governo de Michel Temer pela demora nas negociações para recuperar os R$ 135 bilhões perdidos por Minas Gerais com a Lei Kandir, criada em 1996, no governo FHC, e que isenta de impostos estaduais as exportações; "Não só estão empurrando com a barriga como também articulando para impedir essa movimentação que temos feito", criticou o dirigente; segundo ele, "Minas paga R$ 200 milhões por mês de juros, e mesmo assim a dívida continua aumentando. Para eles é interessante manter isso"

O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Moema, Julvan Lacerda (PMDB), bateu duro no governo de Michel Temer pela demora nas negociações para recuperar os R$ 135 bilhões perdidos por Minas Gerais com a Lei Kandir, criada em 1996, no governo FHC, e que isenta de impostos estaduais as exportações; "Não só estão empurrando com a barriga como também articulando para impedir essa movimentação que temos feito", criticou o dirigente; segundo ele, "Minas paga R$ 200 milhões por mês de juros, e mesmo assim a dívida continua aumentando. Para eles é interessante manter isso"
O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Moema, Julvan Lacerda (PMDB), bateu duro no governo de Michel Temer pela demora nas negociações para recuperar os R$ 135 bilhões perdidos por Minas Gerais com a Lei Kandir, criada em 1996, no governo FHC, e que isenta de impostos estaduais as exportações; "Não só estão empurrando com a barriga como também articulando para impedir essa movimentação que temos feito", criticou o dirigente; segundo ele, "Minas paga R$ 200 milhões por mês de juros, e mesmo assim a dívida continua aumentando. Para eles é interessante manter isso" (Foto: Leonardo Lucena)


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Minas 247 - O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Moema, Julvan Lacerda (PMDB), bateu duro no governo de Michel Temer pela demora nas negociações para recuperar os R$ 135 bilhões perdidos por Minas Gerais com a Lei Kandir, criada em 1996, no governo Fernando Henrique Cardoso, e que isenta de impostos estaduais as exportações.

"Não só estão empurrando com a barriga como também articulando para impedir essa movimentação que temos feito. Estamos dialogando com as bases, com os prefeitos, temos as Assembleias se movimentando para pressionar o Congresso, mas sabemos que o governo federal tem muito poder de fogo para negociar ali, e eles não tem interesse em resolver isso, manter do jeito que está, com os Estados pagando juros de uma dívida impagável", criticou o dirigente.

De acordo com Lacerda, "Minas paga R$ 200 milhões por mês de juros, e mesmo assim a dívida continua aumentando. Para eles é interessante manter isso". "O governo tem atuado para manter isso. Mas estamos nos mobilizando de baixo para cima para mudar isso", acrescentou. A entrevista foi concedida ao programa Café com Política, da rádio Super Notícia 91,7 FM.

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O presidente da AMM afirmou que Temer "pode falar que não tem crise nos palácios encapetados de Brasília, lá eu até acredito que não tem crise financeira, mas crise moral, ética, política, existe e abala o País inteiro". "Quem sabe que existe crise são os prefeitos das pequenas cidades, porque nós sabemos onde o calo aperta. O cidadão bate é na nossa porta. Sou prefeito de uma cidade de 7 mil habitantes. Tenho que bater o escanteio e cabecear a bola, então sabemos bem o que está acontecendo", afirmou.

"Não bastasse as dificuldades que a lei impõe, ainda vem o Estado, que também é massacrado por esse sistema federativo que concentra tudo na União, deixar tudo na nossa mão. O prefeito hoje é um mero executor de programas federais. Colocam o povo e o MP pra ficar de olho e fica nisso", complementou.

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