Prepare-se: a gratificação natalina está chegando

Era assim que o 13º salário se chamava  antes de virar lei. Antiga concessão patronal, ele foi incorporado à legislação há exatos 50 anos e, desde então, representa uma oportunidade única para o equilíbrio orçamentário, a realização de sonhos de consumo e a projeção de novas oportunidades financeiras. Saiba como aproveitar essa chuva de dinheiro que vai irrigar a economia com R$ 140 bilhões entre os dias 30 de novembro e 20 de dezembro

Prepare-se: a gratificação natalina está chegando
Prepare-se: a gratificação natalina está chegando


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247 – Uma chuva de estimados R$ 139,9 bilhões de reais, segundo a consultoria Austin Ratings, vai irrigar a economia brasileira entre os dias 30 de novembro e 20 de dezembro. Representa nada menos que 3% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) do País. Ela se repete todos os anos, mas nem sempre as pessoas estão preparadas para aproveitar da melhor maneira os seus benefícios. Assim, quando chega essa época, a pergunta que não quer calar no inconsciente coletivo é: o que fazer para extrair rendimento máximo do 13º salário?

A resposta na ponta da língua dos especialistas recomenda o pagamento de dívidas. Mas esse movimento de quitação de débitos deve ser feito com critérios de inteligência. Com o 13º na mão – a parcela de novembro tem de contemplar  pelo menos 50% do total dos vencimentos num mês normal de trabalho --, é possível negociar melhor as quitações. Retirada ou diminuição de taxas de juros são o primeiro ponto a negociar.

Para o caso de dívidas de longo prazo, como financiamentos imobiliários, por exemplo, pode ser vantajoso usar a verba extra do 13º para abater as útimas parcelas do seu contrato. Você pode não perceber os efeitos dessa decisão no momento em que a tomar, mas a combinação do estreitamento do número de parcelas com o abatimento do valor do principal da dívida implicará no recálculo de todas as prestações do seu contrato. Para menos. Essa economia mês a mês, ao longo de toda a vigência da obrigação, tenderá a representar um importante alívio no orçamento mensal. A ponto de sobrar dinheiro para um novo financiamento, por que não?

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PRIORIDADE PARA JUROS MAIORES - Outro ponto importante para quem optar por pagar dívidas é escolher as que têm maiores taxas de juros, de modo a se livrar dos incômodos mais pesados. Os contratos que já foram renegociados, e que você considera mais fáceis de pagar, podem ser mantidos como estão. Não é preciso, no atual cenário de juros estáveis, atuar com a obsessão de não ter nenhum tipo de dívida. Afinal, muitas vezes para crescer financeiramente é preciso contrair compromissos com o mercado. A questão definidora sempre será a de quanto e como se pagará por isso.

Vencido o capítulo das dívidas, vale lembrar que o 13º salário existe, antes de tudo, como um benefício. Ele era conhecido, antes de entrar oficialmente para a legislação trabalhista, em 1962, como ‘gratificação natalina’. Começou como uma liberalidade dos patrões, mas passou a ser exigido pelos que não o recebiam e, hoje, é pago também sobre aposentadorias. Seu valor é calculado pelo salário de dezembro do empregado.

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PLANEJAMENTO PARA VIAJAR  TODOS OS ANOS - É lícito, até mesmo pela origem, usar o 13º sem dor na consciência para uma viagem de lazer. Trata-se, inclusive, de uma recomendação de muitos especialistas em finanças pessoais. Se você é do tipo organizado, todos os anos o rendimento a mais que salário extra representa poderá ser usado com uma espécie de subsídio para um voo mais alto a sós, com acompanhante ou com a família.

Dessa maneira, a cada ano, amparado pelo 13º, você poderá usar seu chapéu de Indiana Jones e sair se aventurando pelo mundo sem que, na volta, se veja quebrado financeiramente. Importante: as viagens que o 13º proporcionar não precisam, necessariamente, serem feitas imediatemente à chegada dele em sua conta corrente. Com calma e, de novo, organização, é possível montar passeios para cidades ou países nas respectivas baixas temporadas, com pagamento parcelado antecipado, e fazer seu salário a mais render por mais tempo. Enquanto ele ficará no banco num investimento em caderneta de poupança, por exemplo, dali sairá a retirada mensal para a quitação das férias. Você poderá desfrutar, assim, da dupla sensação de continuar com o dinheiro em seu poder e, mês a mês, ir abrindo parte dele para a concretização de um sonho de consumo.

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USAR O 13º PARA CONSUMIR NÃO É PECADO - Mergulhar de cabeça no mercado de consumo, comprando aquele televisor de 50 polegadas, um tablet de última geração, renovar o guarda-roupa ou, até mesmo, iniciando a compra do carro novo igualmente não é pecar contra a instituição do 13º salário. A questão é não cometer com ele um pecado venial, passar dos limites e transformar o que existe para ser uma forma de alívio orçamentário numa fonte de problemas financeiros. Comprar, portanto, você pode e, em muitos casos, até deve, mas cuidado para não cair na ilusão de que a chuva reparadora do 13º se repete fora da temporada de final de ano.

Dívidas equacionadas, viagem contratada e objetos de consumo comprados, vale incluir, como destino alternativo para o seu 13º, o investimento puro e simples do capital. Nesse caso, as opções são muitas, dos fundos de renda fixa e variável ao mercado de ações, passando pela tradicional caderneta de poupança e as demais modalidades de aplicações.

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Toda e qualquer decisão de aplicação do 13º vai depender do seu perfil. Se você está gostando do rendimento de suas atuais aplicações, no sentido do ganho financeiro e da segurança pessoal que elas estão lhe proporcionando, opte pelo bom e velho ‘mais do mesmo’. Faça novas injeções de capital em seu portfolio, reforçando posições. Caso considere que leque ainda pode ser abrir mais, abra novas frentes de investimento, até mesmo para experimentação. Fazer uma aposta em determinados papéis na Bolsa de Valores, por exemplo, implica em risco, claro, mas igualmente é uma oportunidade de ganhos. Uma boa dica, neste sentido, é olhar para as companhias que, historicamente, concedem bons dividendos. Uma ação, mesmo que não apresente uma grande variação positiva no espaço, digamos, de um ano, pode render dois, cinco ou até dez a depender da política de dividendos e prêmios aos acionistas estabelecida pela direção da empresa. Olhe históricos. A surpresa pode ser boa.

AS DICAS DO PROCON - Para efeito de organização das possibilidades em torno do que fazer com a renda extra, acompanhe abaixo o check list elaborado pela Fundação Procon-SP com este fim.

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E bom 13º salário para você e sua família! 

Planeje o uso do seu 13º salário

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- Dê prioridade ao pagamento de dívidas;

- Liste todas as dívidas (cartão de crédito, cheque especial, empréstimo, financiamento etc.);

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- Aproveite as campanhas de renegociação e quitação de dívidas;

- Dê prioridade para quitar as dívidas que cobram juros mais elevados como cartão de crédito e cheque especial;

- Antecipe o pagamento de prestações, como por exemplo as de empréstimo e financiamento, aproveite o desconto proporcional de juros. Adiantar o pagamento pode ser mais vantajoso que aplicar o valor em caderneta de poupança para o pagamento de futuras parcelas;

- Reserve economias para o pagamento de despesas sazonais;

- Os descontos para pagamento à vista do IPTU e IPVA, podem ser mais vantajosos que aplicar o dinheiro e pagar em parcelas;

- Não esqueça das despesas com matrícula e material escolar. Pesquise os preços da lista de material escolar em diversos estabelecimentos;

- Reserve o valor correspondente à renovação do seguro do automóvel. Caso não seja possível o pagamento total à vista, reserve, ao menos, o valor para pagamento da primeira parcela.

Programe os possíveis gastos do final de ano

- Não compre por impulso. Faça uma relação completa de todas as pessoas que você deseja presentear estipulando o valor máximo para gastar com cada presente ou lembrança;

- Controle sua ansiedade. Avalie se o que vai comprar é necessário. Resista aos modismos e aos supérfluos, pois eles encarecem suas compras. Evite comprar o que não precisa gastando o que não tem. Adiar a compra de um bem pode representar uma boa economia em seu orçamento;

- Fuja dos financiamentos, parcelamentos, compras no cartão de crédito e cheques pré-datados. Não se esqueça que o vencimento da primeira parcela do financiamento, da fatura do cartão ou a compensação de cheques, costuma ocorrer nos primeiros meses do ano;

- Negocie descontos para pagamento à vista;

- Se não for possível pagar suas compras à vista, cuidado com os juros.

- Antes de efetuar a compra parcelada pesquise os prazos, o valor das parcelas e a taxa de juros que será cobrada;

- Pesquise preços. Na hora de comprar faça substituições, se achar conveniente;

- Relacione as “caixinhas” de final de ano;

- Liste todas as despesas do mês e as que envolvam as festas de final de ano: ceia, roupas novas, presentes, cabeleireiro etc.

- Se pretende viajar nas férias, calcule e provisione os possíveis gastos com hospedagem, passagens, alimentação, seguro viagem, aluguel de automóvel, combustível, pedágios, passeios, lembranças etc.

Cuidados na hora de investir

Se decidiu investir o que sobrou do 13o salário, analise as aplicações disponíveis no mercado, levando em consideração o período em que deseja usar o dinheiro, o tempo necessário para capitalizar (juntar) a importância desejada, a rentabilidade oferecida e o risco do investimento escolhido. Caderneta de Poupança ou Fundos de Investimentos podem ser uma boa opção para os mais conservadores.

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