Prefeituráveis com planos de governo em fase final
Depois de finalizadas, as propostas devem ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ser disponibilizadas para os eleitores; aspirantes ao Palácio Thomé de Souza priorizam mobilidade urbana
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Tribuna da Bahia
Com as campanhas nas ruas e às estratégias de visibilidade sendo cada vez mais articuladas com o objetivo de atrair o eleitorado, os seis candidatos à prefeitura de Salvador correm para finalizar os programas de governo, considerados as cartilhas da administração que pretendem realizar na cidade.
Depois de finalizadas as propostas, devem ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e serem disponibilizadas para os eleitores, que poderão ter o documento em mãos para cobrar as promessas de seus candidatos.
Saúde, educação, meio ambiente e mobilidade urbana estão entre os temas mais discutidos. A maioria contempla ideias dos partidos aliados e propõe a criação de novas secretarias.
O plano de governo do candidato ACM Neto (DEM), deve ficar pronto até o início de agosto. O grupo de trabalho é formado por técnicos das mais diversas áreas, e está sob a coordenação do ex-governador Paulo Souto. "Como aconteceu em 2008, ACM Neto vai apresentar o plano mais completo para a cidade.
Ele vai abordar os temas mais transversais, como a questão da sustentabilidade, do meio ambiente, da juventude, mas também vai focar esses temas que afetam mais a vida do cidadão de Salvador, como a saúde, educação, mobilidade urbana e prevenção à violência", disse Paulo Souto.
Entre as propostas do democrata estão, o programa Aluno em Tempo Integral, "com investimento na rede física escolar e garantia de que o estudante passe os dois turnos na unidade de ensino". Na área de segurança, o candidato quer ampliar e equipar Guarda Municipal e ainda investir na implantação de câmeras e na área social.
Dividido em três eixos, o programa de governo de Nelson Pelegrino (PT) deve contemplar o "desenvolvimento local e sustentável" que abrange infraestrutura, meio ambiente e economia; "as políticas sociais e afirmação dos direitos" e a "gestão democrática" que irá mexer com as finanças e a participação popular. Um dos coordenadores do programa é Aristides Batista, assessor do parlamentar desde 1994.
Segundo ele, o objetivo é criar três secretarias: Meio Ambiente, Esportes e Cultura. "Uma cidade musical e tão criativa como Salvador precisa concretizar planos para área cultural, requalificar e adequar os espaços para as práticas de esportes para tirar os jovens das drogas", ressalta. Conforme Batista, a intenção é também criar subprefeituras.
"É preciso requalificar as ARs como espaços que podem resolver de forma prática questões dos bairros, como uma lâmpada queimada, buracos na pista sem que as pessoas precisem se deslocar até o Centro". O programa começou a ser construído ano passado com seminários, conversas com especialistas, lideranças comunitárias e a participação dos partidos.
Diferente dos demais, o programa de governo de Mário Kertész (PMDB) tem sido formulado pelo próprio candidato. Os três pilares são: Gestão, Desenvolvimento Econômico e Atuação nas Comunidades, que, segundo ele, tem o intuito de "tornar a cidade atrativa e acolhedora para seus moradores". Kertész disse que a economia irá se movimentar através da transformação da cidade em um polo de tecnologia e do resgate do principal potencial turístico. Ele pretende criar a Secretaria do Turismo. "Salvador é uma cidade essencialmente turística, e eu vou investir nos projetos de requalificação dos nossos pontosturísticos. Isso movimenta bares, restaurantes, comércio de bairros, hotéis, shoppings, táxis, e muitos outros", diz ressaltando também a Guarda Municipal a Central de Controle e Monitoramento para a área de segurança.
Mobilidade Urbana é destaque
Os candidatos Márcio Marinho (PRB), Hamilton Assis (PSOL) e Rogério da Luz (PRTB) devem priorizar, além das áreas mais básicas, como saúde e educação, uma das questões que mais preocupam os soteropolitanos: a mobilidade urbana.
Tanto Marinho quanto Assis e Rogério da Luz propõem mudanças de hábitos com investimentos em ciclovias, modernização do transporte público e ampliação das vias.
Márcio Marinho, por exemplo, disse que tem discutido o programa de governo com sua equipe e com uma agência contratada para diagnosticar e apresentar propostas.
"Estamos trabalhando com os temas da saúde, da educação e da mobilidade urbana. Nesse ponto vamos dá andamento às obras já iniciadas, colocando logo em funcionamento o primeiro trecho do metrô e acelerando as obras do segundo até Lauro de Freitas para que fique pronto até a Copa". Ele destaca ainda o objetivo de duplicar grandes avenidas, criar novas passarelas e eliminar sinaleiras desnecessárias.
"Nossas pesquisas mostram que é preciso investir nas instalações físicas das escolas e investirmos no ensino em tempo integral", citou o bispo.
O candidato Hamilton de Assis (PSOL), por suz vez, disse que os três eixos trabalhados serão: democratização da gestão, participação popular e sustentabilidade urbana e ambiental.
"Queremos descentralizar os serviços para que fiquem mais próximos da população. Vamos também rever a legislação ambiental que prioriza atualmente os empresários", afirmou Assis.
O candidato Rogério Da Luz tem como prioridade a área de saúde e transporte.
"Os hospitais públicos têm que ser referencial para ricos e pobres".
Está em seus planos ainda construir o aereotrem e aumentar as vias do metrô (LM).
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