Prefeitura quer Guarda Municipal armada
Projeto do Executivo muda nome para Guarda Civil Metropolitana e abre brecha para que prefeitura firme convênio com Polícia Federal e forneça armas de fogo aos servidores. Em Aparecida, guarda municipal está liberada para usar armas desde o mês passado. Agente precisam ter curso de tiro da Polícia Civil para poderem receber armamento
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Goiás247_ A Comissão Mista da Câmara Municipal avalia nesta quinta-feira, em segunda votação, o projeto de autoria do Executivo que muda o nome da Guarda Municipal para Guarda Civil Metropolitana.
A polêmica que gira em torno do projeto de lei gira em torno do armamento dos guardas municipais. O projeto possibilitaria à prefeitura fornecer armas de fogo àqueles servidores capacitados pelo curso. A lei exige que o prefeito faça uma espécie de convênio com a Polícia Federal para que os guardas possam usar arma de fogo.
O vereador Paulo Magalhães, do PV, fez pesadas críticas ao projeto, lembrando que “o grande perigo dessa proposta é a prefeitura fornecer armamento para os guardas municipais. Chega de incentivo à violência”.
Felisberto Tavares, do PT, discordou de Magalhães ao afirmar que o projeto “não trata dessa questão. Porém, é importante preparar e armar o guarda para ajudar com a segurança do cidadão”.
O presidente da Associação dos Servidores da Guarda Municipal de Goiânia, Romário Policarpo, disse que o projeto é vital para o pessoal que atua nessa área. Sobre o uso de armas pelo guarda, ele informou que, dos 1600 homens que integram a tropa na capital, 135 tem o porte de arma autorizado pela Polícia Federal. Policarpo disse ainda que o servidor tem de atender vários requisitos técnicos para ter esse porte de arma.
"O guarda é obrigado a fazer um curso de 220 horas, a ser administrado pela Polícia Civil, bem como avaliação psicológica, curso psicotécnico e fazer 500 disparos", explicou.
Guarda armada em Aparecida
Em Aparecida de Goiânia, desde abril 140 guardas que fizeram curso de tiro na Polícia Civil já estão atuando com armas. A prefeitura já faz licitação para comprar mais armas e não foi preciso votação na Câmara Municipal para aprovar a medida.
Para que a guarda possa usar armas, a cidade precisa ter mais de 500 mil habitantes e cumprir exigências da Polícia Federal.
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