Prefeitura descarta chamar concursados da Guarda em 2017

A Prefeitura de Porto Alegre bateu o martelo e decidiu que não irá chamar os concursados para a Guarda Municipal em 2017; a informação foi passada, para a comissão de aprovados, que aguardam o chamamento pelo concurso realizado ao final de 2015 e homologado em junho passado, em reunião realizada na Câmara de Vereadores; cerca de 290 pessoas aguardam a convocação para compor o efetivo, mas a prioridade da gestão municipal para esse ano é fazer a “reengenharia” da corporação; em vídeo, o secretário municipal de Segurança, coronel Kleber Senisse, projetou que os concursados da Guarda Municipal só devem ser chamados em 2018

A Prefeitura de Porto Alegre bateu o martelo e decidiu que não irá chamar os concursados para a Guarda Municipal em 2017; a informação foi passada, para a comissão de aprovados, que aguardam o chamamento pelo concurso realizado ao final de 2015 e homologado em junho passado, em reunião realizada na Câmara de Vereadores; cerca de 290 pessoas aguardam a convocação para compor o efetivo, mas a prioridade da gestão municipal para esse ano é fazer a “reengenharia” da corporação; em vídeo, o secretário municipal de Segurança, coronel Kleber Senisse, projetou que os concursados da Guarda Municipal só devem ser chamados em 2018
A Prefeitura de Porto Alegre bateu o martelo e decidiu que não irá chamar os concursados para a Guarda Municipal em 2017; a informação foi passada, para a comissão de aprovados, que aguardam o chamamento pelo concurso realizado ao final de 2015 e homologado em junho passado, em reunião realizada na Câmara de Vereadores; cerca de 290 pessoas aguardam a convocação para compor o efetivo, mas a prioridade da gestão municipal para esse ano é fazer a “reengenharia” da corporação; em vídeo, o secretário municipal de Segurança, coronel Kleber Senisse, projetou que os concursados da Guarda Municipal só devem ser chamados em 2018 (Foto: Leonardo Lucena)


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Luís Eduardo Gomes, Sul 21 - A Prefeitura de Porto Alegre bateu o martelo e decidiu que não irá chamar os concursados para a Guarda Municipal em 2017. A informação foi passada na terça-feira (2) para a comissão de aprovados, que aguardam o chamamento pelo concurso realizado ao final de 2015 e homologado em junho passado, em reunião realizada na Câmara de Vereadores. Cerca de 290 pessoas aguardam a convocação para compor o efetivo, mas a prioridade da gestão municipal para esse ano é fazer a “reengenharia” da corporação. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (4) nas redes sociais da Prefeitura, o secretário municipal de Segurança, coronel Kleber Senisse, projetou que os concursados da Guarda Municipal só devem ser chamados em 2018.

Segundo Senisse “possivelmente” serão feitos todos os esforços para o chamamento dos concursados e isso “possivelmente” ocorrerá em 2018. Neste ano, a Guarda passará por uma “reengenharia, onde a sua capacitação, o seu desenvolvimento operacional e a sua gestão estão dentro de um processo de segurança pública”.

Ao passo que decide adiar a convocação de concursados, a Prefeitura mantém onerosos contratos de vigilância com empresas terceirizadas assinados desde a gestão passada. Apenas um deles, firmado com a Seltec Vigilância Especializada para a contratação de vigilância armada de unidades de saúde da Capital, prevê o pagamento de R$ 7.519.102,45 por um período de 12 meses, a vencer em meados deste ano.

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Carlos César dos Santos Monteiro, um dos representante da comissão de aprovados no concurso, confirma que a informação de que não serão convocados novos agentes em 2017 foi passada pela Prefeitura em reunião realizada na Câmara na última terça, da qual participaram representantes dos concursados, da secretaria de Segurança, incluindo Senisse, e vereadores.

Segundo ele, parte do movimento “ficou empolgada” com a possibilidade de o chamamento ocorrer em 2018. No entanto, outros, como ele, ainda estão descrentes que isso irá ocorrer. Carlos acredita que a declaração de Senisse de que poderão ser chamados foi uma resposta para “acalmar os ânimos”, mas pondera que não tem nada concreto que indique que isso vai acontecer. “O governo Marchezan não é pró servidor público, é pró terceirização”, justifica.

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Carlos indica também que os concursados não irão desistir de tentar garantir suas nomeações na Justiça. Em 17 de abril, eles se reuniram com o Ministério Público para denunciar a precarização do serviço público em razão da terceirização de serviços pela Prefeitura de Porto Alegre. Também estudam a possibilidade de entrar com uma ação na Justiça para garantir o chamamento imediato, sob o argumento de que há empresas terceirizadas realizando o trabalho que é de responsabilidade da Guarda enquanto há efetivo aguardando convocação, o que seria ilegal.

A decisão de não chamar este ano os concursados repercutiu entre os vereadores da oposição e tidos como independentes.

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