Prefeitura ainda não encontrou solução para crise no transporte
Sem a Viação Cidade de Aracaju, a cidade está com menos ônibus e o sistema está mais complicado, pois os atrasos se tornaram mais frequentes e a lotação dos ônibus maior; prefeito João Alves Filho (DEM) tentou contratar empresas de outros Estados, mas redução no valor da passagem decidida pela Justiça reduziu interesse delas
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Cândida Oliveira, do Jornal do Dia - Quem saiu de casa ontem, quinta-feira, precisou ter paciência para conseguir utilizar o transporte público aracajuano. Mais uma vez, a população ficou no prejuízo, pois 130 ônibus das empresas Viação Cidade de Aracaju (VCA) e São Cristóvão não circularam. As empresas Modelo e Tropical assumiram as linhas que estão paradas. Porém, nem essa medida diminuiu o tempo de espera dos usuários nos pontos de ônibus e terminais de integração. A Superintendência de Transporte e Trânsito de Aracaju (SMTT) também liberou táxis bandeira e transporte escolar para atuarem como serviço de lotação, a fim de minimizar os transtornos.
Os funcionários das empresas VCA estão sem receber salário, ticket alimentação referente ao mês de junho e férias. Cansaram de esperar a consolidação do acordo realizado com o proprietário da empresa, que se comprometeu em pagar a dívida na tarde de quarta-feira, dia 17.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Aracaju (Sintra), Miguel Belarmino da Paixão, informou que se reuniu com a secretária da Defesa Social de Aracaju, Gerolize Teles, na noite de quarta-feira, dia 17, e ela garantiu que a VCA sairá do sistema do transporte público aracajuano.
"Pedimos que nessa troca, os trabalhadores da VCA sejam levados para a nova empresa e ela garantiu que o processo será o mais transparente possível", relatou. Segundo o sindicalista, devem ser aproveitados na empresa que assumirá o lugar da VCA, cobradores, motoristas e pessoal da manutenção, ou seja, 80% do efetivo. Miguel também informou que conversou com um dos diretores da VCA. "A informação que obtivemos é que não há previsão de pagamento, pois a empresa não conseguiu dinheiro", contou.
Encontro 1 - No período da manhã de ontem, os funcionários das empresas saíram da frente da VCA, localizada no bairro Capucho, e seguiram em caminhada até o Centro Administrativo Aloísio Campos, no conjunto Costa e Silva, onde fica o prefeito João Alves Filho. O Movimento Não Pago também se somou a manifestação. Lá, uma comissão foi recebida pelo secretário de Comunicação de Aracaju, Carlos Batalha. No encontro, ficou acordado que uma comissão formada por seis rodoviários, liderada pelo vereador Adriano Oliveira, seria recebida pelo vice-prefeito, José Carlos Machado às 17h, em seu gabinete.
Carlos Batalha antecipou que João Alves já havia tomado decisões que resolveriam toda a questão da Viação, pois outras empresas foram contatadas para substituir a VCA. "Duas empresas, uma delas de Recife (PE), se interessaram em funcionar em Aracaju. Porém, após a decisão judicial em reduzir o valor das passagens para R$ 2,25, as mesmas anunciaram que não mais havia interesse em vir a Aracaju", informou Batalha.
Encontro 2 - Na noite de quinta-feira, o diretor administrativo do Sintra, Francisco de Assis se reuniu na Prefeitura de Aracaju com o vereador Adriano, oito representantes dos rodoviários e o vice-prefeito, José Carlos Machado. "A Prefeitura está empenhada em resolver o problema, avisaram que estão buscando meios para resolver o problema do pagamento dos trabalhadores e a contratação de uma nova empresa. No entanto, segundo eles, essa é uma situação que não dá para resolver rapidamente", relatou.
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