Prefeitos querem chamar atenção de Dilma com protesto contra seca

A partir das 9h, na Assembleia Legislativa de Sergipe, prefeitos estarão reunidos, em sessão especial sobre os efeitos da seca e a crise financeira nos municípios do Estado; ato de protesto busca por soluções urgentes; sedes das prefeituras estarão fechadas na segunda; paralisação faz parte de uma série de protestos que acontecerá concomitantemente por todo o Nordeste, organizada por todas as entidades municipalistas da região e com o apoio da Confederação Nacional dos Municípios

Prefeitos querem chamar atenção de Dilma com protesto contra seca
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Jornal do Dia - Nesta segunda-feira (13), prefeitos sergipanos estarão liderando uma grande manifestação contra a seca, que faz parte da Mobilização Nacional pelo Nordeste. A concentração será a partir das 9h, na Assembleia Legislativa de Sergipe, e em seguida haverá uma sessão especial sobre os efeitos da seca e da crise financeira nos municípios do Estado.

Num ato de protesto e busca por soluções urgentes, os prefeitos concordaram em fechar as portas das sedes das prefeituras, simbolicamente, formar suas caravanas e mobilizar toda a população para a problemática. A paralisação faz parte de uma série de protestos que acontecerá concomitantemente por todo o Nordeste, organizada por todas as entidades municipalistas da região e com o apoio da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

Para o prefeito de Monte Alegre e presidente da Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (FAMES), Antônio Rodrigues (Tonhão), esta será uma grande oportunidade de fortalecer a luta municipalista. "Unidos por esse interesse em comum, nosso objetivo é exigir respostas mais rápidas do Governo Federal. O povo não pode esperar. Nós queremos mostrar ao Brasil todos os prejuízos que a seca tem causado, chamando a atenção da nossa presidente Dilma", frisou Tonhão.

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Outra reivindicação dos prefeitos é em relação à queda nos valores do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que agrava ainda mais a situação. "Diante dessa notória e lamentável crise financeira, nós prefeitos precisamos também de mais flexibilidade do Governo Federal. Mais de 1.400 municípios de nove Estados já declararam situação de emergência esse ano. É fome, miséria e muitas perdas na agropecuária, ou seja, na renda dos nordestinos. Esse quadro precisa ser revertido o quanto antes. Estamos reivindicando aqui mais desburocratização, ações emergenciais e estruturantes", explicou o presidente da FAMES.

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