Prefeito Garcia monta chapa para fazer Guerra Santa na eleição

Católico, prefeito da capital terá como candidato a vice o pentecostal Agenor Mariano; estratégia visa combater possível dupla ecumênica do lado da base de sustentação do governo estadual

Prefeito Garcia monta chapa para fazer  Guerra Santa na eleição
Prefeito Garcia monta chapa para fazer Guerra Santa na eleição (Foto: Divulgação)


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Goiás 247 – A orientação religiosa dos candidatos é peça chave na composição de alianças na disputa pela prefeitura de Goiânia este ano. Após a realização da convenção do PMDB, realizada na manhã de hoje, a primeira chapa foi confirmada. Ela tem o católico Paulo Garcia (PT) na busca pela reeleição, escudado pelo seu atual líder na Câmara de Vereadores, o evangélico Agenor Mariano (PMDB). O ex-prefeito Iris Rezende, o grande eleitor da Capital, recupera-se de uma cirurgia e não compareceu à convenção.

Para os estrategistas políticos, cerca de 30% do eleitorado da Capital consideraria votar em candidatos protestantes. Embora responda por um percentual muito maior do eleitorado, os católicos não costumam se mobilizar no apoio a um nome de matiz doutrinária semelhante.

A chapa situacionista em Goiânia é um antídoto prévio à possível indicação pelo PSDB do deputado estadual evangélico Fábio Sousa para encabeçar a aliança da base do governo estadual. A ambição do irmão Fábio é ter na sua vice o deputado estadual Francisco Júnior (PSD), liderança emergente da Renovação Carismática Católica, formando também uma chapa ecumênica. O problema de Fábio, porém, não se restringiria à uma possível resistência do eleitorado apostólico romano. Sua igreja, o neopentecostal Ministério Fonte da Vida, tem severas resistências dentro do próprio segmento entre as denominações tradicionais, como as igrejas Batista e Presbiteriana.

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Não bastasse a necessidade de uma composição religiosa, a base do governador Marconi Perillo ainda tem que resolver o problema da unidade do rebanho aliado. O deputado federal Jovair Arantes (PTB) não abre mão da candidatura. Outro postulante, o também deputado federal Armando Vergílio (PSD), quer disputar, embora sua margem de negociação dependa da liberação de tempo de TV para a legenda pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mesmo caso de seu correligionário Francisco Júnior. Bate o pé, ainda, o deputado federal Sandes Júnior (PP), que, envolvido no escândalo Cachoeira, tem dificuldades para se credenciar até mesmo dentro do próprio partido.

Desde a última segunda-feira os cardeais na base estão trancados em busca de um consenso. Não há, porém, muita gente a crer que saia fumaça branca desse conclave.

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