Prefeito de Aracaju a médicos: "Greve leva à morte de pessoas"
Segundo João Alves Filho (DEM), a categoria radicalizou quando optou pela paralisação; prefeitura já pediu ilegalidade do movimento; sindicato enxerga tentativa de João de jogar responsabilidade dele para os médicos; "fizemos greve com esperança de que melhorasse, mas sairemos com desânimo geral e desestímulo completo. Será pior”, avisa presidente do Sindimed
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Sergipe 247 – Não é boa a relação entre o prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), e os médicos da rede municipal, há 20 dias paralisados. Em entrevista a jornalistas, inclusive ao Sergipe 247, na última segunda-feira (13), João disse que os médicos partiram para uma “posição extrema e radical” ao optarem pela greve e que isto impediu o diálogo. “Se eles querem greve e confronto, a partir de agora a linguagem é diferente”, disse. Segundo o prefeito, “a greve dos médicos leva à morte de pessoas”. João já autorizou o pedido de ilegalidade da paralisação.
Diante do que disse o prefeito, os médicos ocuparam os meios de mídia nesta terça-feira (14) para rechaçar as críticas. “A primeira reunião que o prefeito realizou conosco, na verdade, foi por pressão da categoria. E a segunda reunião foi só para anunciar o reajuste linear. Ele não negociou nada do que reivindicamos. O prefeito não quer se comprometer com nada para a saúde”, disse o presidente do sindicato da categoria (Sindimed), João Augusto. Para ele, a declaração de João Alves de que a greve provoca mortes “não deveria ter saído de um governante”. “João quer jogar para os médicos uma responsabilidade que eles não têm”, frisou.
De acordo com o representante da categoria, a maioria dos médicos das unidades de pronto-atendimento das zonas Norte e Sul já pediu demissões. “Só tem 16 concursados para cobrir sete dias”, disse. João Augusto avalia que, decretada a ilegalidade da greve, os médicos sairão da paralisação mais desmotivados. “Fizemos greve com esperança de que melhorasse, mas sairemos com desânimo geral e desestímulo completo. Será pior”, ressaltou.
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