Prefeito afasta servidores por suspeita de fraude
Prefeito José Fortunati (PDT) decretou o afastamento dos funcionários que ocupam cargos de chefia para impedir que interfiram no inquérito que apura esquema que fraudava licenças para funcionamento de casas noturnas na Capital
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Sul 21 - Sete funcionários foram afastados da Prefeitura de Porto Alegre nesta quinta-feira (16), por suspeita de participarem de esquema de corrupção que fraudava licenças para funcionamento de casas noturnas na Capital.
A operação, denominada CUB em alusão à unidade de cálculo base da construção civil, foi deflagrada pelo Ministério Público na manhã de hoje. O prefeito José Fortunati (PDT) assinou o afastamento dos servidores apontados pelas investigações e a nominata deverá ser publicada amanhã no Diário Oficial.
Segundo a Procuradoria-Geral do município, os servidores, que ocupavam funções de chefia, foram afastados para não interferirem no inquérito de em andamento. Outros seis servidores de carreira responderão a Processo
Administrativo Disciplinar e podem ser demitidos ao final.
A investigação do MP começou após a intervenção de diversas casas noturnas em Porto Alegre, motivadas pela tragédia da boate Kiss, em Santa Maria. Com o fechamento e a revisão das estruturas e documentos das boates, donos de empreendimentos teriam contratado escritórios de arquitetura para agilizar a reabertura. A investigação aponta que os servidores receberiam dinheiro para acelerar o processo.
A Operação CUB cumpriu cinco mandados de busca e apreensão na sede da Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb), antiga Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), além de escritórios de arquitetura e na casa de um bombeiro. Denúncias recebidas pela promotoria mostram que a cobrança da propina variava de R$ 75 até R$ 2 mil.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247