Prédio ocupado impede trabalho no Incra
Com os sem-terra ocupando o prédio-sede, os trabalhos no Instituto de Colonização e Reforma Agrária em Alagoas (Incra), estão suspensos temporariamente. Nenhum servidor apareceu para trabalhar nesta terça-feira e não há previsão para desocupação. Os trabalhadores rurais prometem resistir e só deixar o local após negociação entre a Superintendência Regional e representantes do Governo Federal.
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Alagoas247 - De acordo com Teresinha Vital da Silva, coordenadora estadual do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), os trabalhadores rurais cobram a liberação de recursos que chegam a R$ 60 milhões. O montante deveria ter sido aplicado em desapropriações, construções de casas e assistência técnica, mas está retido pelo governo federal por suspeita de fraude na aplicação.
"Os trabalhadores estão apenas exigindo seus direitos. Nós precisamos dos valores para a reforma agrária e vamos permanecer acampados aqui [no Incra] por tempo indeterminado. Só deixaremos o espaço quando tivermos uma posição da superintende regional. É necessário haver negociação com o governo federal, para que nós possamos sair daqui", afirmou Teresinha.
A militante afirma que cerca de 300 famílias ocupam o prédio-sede do Incra e a Praça Sinimbu, no Centro de Maceió. Segundo ela, são trabalhadores rurais dos municípios de Joaquim Gomes, União dos Palmares e Jacaré dos Homens.
Como forma de protesto, os sem-terra colocaram uma faixa na frente do Incra para simbolizar o que classificam como morte da reforma agrária no Brasil. Um caixão, rodeado por velas, foi deixado na entrada do prédio.
Com gazetaweb.com
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