Precavido, Lacerda tem plano B se PT abandona-lo

De todos os secretários exonerados, Josué Valadão (PP) foi o único a não reassumir o posto. É um sinal de que o prefeito Márcio Lacerda (PSB) ainda receia que as disputas internas no PT possa atrapalhar a aliança. Valadão seria o vice na chapa com o atual prefeito, que tenta reeleição

Precavido, Lacerda tem plano B se PT abandona-lo
Precavido, Lacerda tem plano B se PT abandona-lo (Foto: CARLOS RHIENCK/Divulgação)


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Minas 247 – Com receio de uma debandada petista na coligação majoritária caso o acordo com o PSB não se estenda para as eleições proporcionais, o atual prefeito e candidato a reeleição Márcio Lacerda (PSB) guardará uma carta na manga. Pelo menos até o dia 30 de junho, dia das convenções partidárias,

O ex-secretário de governo Josué Valadão foi o único dos membros do primeiro escalão que foram exonerados a não reassumir o cargo. Tido como braço direito do prefeito, Valadão está de prontidão caso o nome de Miguel Corrêa Jr (PT) não se confirme.

O PSB nacional tende a não se coligar nem com o PT nem com o PSDB na disputa pela Câmara Municipal de Belo Horizonte, apostando no crescimento da sigla de olho nas eleições para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa, daqui dois anos. O que os petistas vão achar disso será o fator decisivo na escolha do vice de Lacerda.

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Confira a matéria da jornalista Alice Maciel, do jornal Estado de Minas

O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), guardou uma carta na manga para o caso de uma reviravolta na aliança com o PT. O ex-secretário de governo e braço direito do prefeito Josué Valadão (PP) foi o único, entre os secretários exonerados do cargo no dia 6, a não retomar o posto nessa terça-feira. Caso seja preciso, Valadão será o nome de Lacerda para substituir o deputado federal Miguel Corrêa (PT) na vice. Ele continua no plano B do prefeito, pelo menos até o dia 30, data das convenções partidárias. Lacerda estaria se precavendo de uma possível saída dos petistas da chapa majoritária em caso de a coligação na proporcional não vingar. Foram canceladas as exonerações dos secretários municipais Murilo Valadares e Jorge Nahas e do procurador do Município, Marco Antônio de Rezende Teixeira, que saíram do governo para concorrer a vaga de vice.

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Conforme informações de fontes ligadas às negociações, já há uma decisão do PSB nacional de que os socialistas não vão coligar nem com os petistas e nem com os tucanos na disputa por uma vaga na Câmara Municipal de Belo Horizonte. O partido estaria interessado em ganhar força no Legislativo municipal de olho nas eleições para deputado estadual e federal de 2014. Além disso, pesa contra a aliança na chapa proporcional com os petistas na capital mineira, o fato de a maioria dos vereadores do PT, quatro do total de seis, atualmente no comando, estarem atuando na Casa como oposição ao governo.

Os socialistas estimam conseguir entre oito e nove cadeiras na Câmara se caminharem sozinhos nas eleições de outubro. Os candidatos a vereador do PSB estão fazendo pressão para que não haja coligação com nenhuma legenda e já ameaçaram apoiar outro candidato se isso acontecer. “Queremos aumentar a bancada do PSB e fortalecer a governabilidade do prefeito Marcio Lacerda”, ressaltou o vereador Fábio Caldeira (PSB) que deve tentar a reeleição. Na segunda-feira, Lacerda afirmou que a aliança proporcional não está acertada com o PT. “Não estamos fechados nem com ‘A’ nem com ‘B’”, disse. O presidente municipal do PSB, João Marcos, afirmou que o partido vai discutir essa questão em um encontro amanhã.

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O deputado estadual Paulo Lamac (PT), que foi favorável à união com os socialistas, disse acreditar em um rompimento da aliança no caso de o PSB negar a coligação na proporcional. Ele lembrou que durante o acordo com o PT para a reedição da dobradinha com Lacerda estava prevista a aliança na disputa para a Câmara. “Um recuo do PSB pode levar a um recuo do PT”, ameaçou, observando que em 28 de abril o presidente estadual do PSB, Walfrido Mares Guia, encaminhou uma carta aos petistas aceitando a aliança na chapa proporcional. Isso significa que na convenção do dia 30 os petistas podem voltar a discutir a candidatura própria, de acordo com o deputado. “Não acredito que o PSB vá fazer isso”, acrescentou.

O vereador do PSDB, Pablo César, Pablito, que coordena as conversas dentro do partido sobre a aliança na proporcional garante, entretanto, que o PT não vai participar da chapa de vereadores. Ele observou que entre as reivindicações dos tucanos, entregues ao prefeito, estava ou a vice prefeitura ou a coligação na proporcional. “Se o prefeito não nos atender estará negando um pedido do PSDB, do senador Aécio Neves. Os petistas já ganharam a vice”, acrescentou.

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