PRB rompe com base de Doria na Câmara de SP
A saída do PRB da base governista aconteceu após a exoneração de funcionários indicados pelo vereador Souza Santos (PRB); na avaliação da Prefeitura, o parlamentar vinha dificultando a aprovação da privatização do Anhembi e a retaliação não foi bem recebida pelo PRB, assim a legenda optou pela ruptura; "O governo tratou o PRB de forma deselegante, desrespeitosa e radical. Na política, não se faz dessa forma”, diz Aildo Rodrigues, presidente municipal do PRB
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SP 247 - Um dos partidos mais numerosos da base do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), o PRB decidiu romper com o governo e seus vereadores não precisarão mais apoiar projetos do Executivo em votações na Câmara de Vereadores. A saída do PRB da base governista aconteceu após a exoneração de funcionários indicados pelo vereador Souza Santos (PRB).
Na avaliação da Prefeitura, o parlamentar vinha dificultando a aprovação da privatização do Anhembi. A retaliação não foi bem recebida pelo PRB e a legenda optou pela ruptura. "O governo tratou o PRB de forma deselegante, desrespeitosa e radical. Na política, não se faz dessa forma”, diz Aildo Rodrigues, presidente municipal do PRB.
Com quatro vereadores, o PRB tem a quarta maior bancada da Câmara paulistana, atrás do PSDB (11), PT (9) e DEM (5). Com a saída do PRB, Doria passaria a ter 40 parlamentares em sua base. Para conseguir a aprovação de um projeto de lei, ele precisa de 28 votos. O último projeto aprovado, que liberava empréstimos de até R$ 1,4 bilhão e a cobrança de impostos sobre serviços de streaming, como o Netflix, foi aprovado com 31 votos.
Rodrigues afirma que a prefeitura chegou a oferecer a devolução dos cargos, mas que o PRB recusou a proposta. O vice-prefeito Bruno Covas não considera as demissões como motivo do afastamento entre as partes. O PRB já não votava com o governo antes das demissões. “Não se perde o que não sem tem”, afirmou Covas.
Segundo Rodrigues, os quatro vereadores do partido receberam a orientação de votar "sem a interferência do governo municipal", a orientação é a de que o partido seja "independente" na Câmara.
Santos foi atingido diretamente pela demissão de seu irmão, Gilmar Souza Santos, que era secretário adjunto de Habitação. O PRB foi impactado pela demissão de Marcia Mendes, superintendente do serviço funerário, setor no qual o partido tem bastante influência há anos.
Além das divergências na Câmara, Doria tem encontrado resistência aos projetos de privatização também por parte do Tribunal de Contas do Município. Os planos de privatização do Anhembi, de reforma de pontes nas marginais Tietê e Pinheiros e de concessão dos cemitérios foram barrados pelo TCM antes mesmo da publicação de editais de licitação.
Depois da disputa no PSDB com seu padrinho político, Geraldo Alckmin, para a indicação tucana para a Presidência da República em 2018, Doria sofreu desgastes e não decolou nas pesquisas. Agora, Doria Agora, poderá tentar uma vaga ao governo de São Paulo –para isso, terá que sair do cargo antes do início de abril.
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